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Energia nuclear: Pedro Ferreira em entrevista ao Jornal PT Green

Pedro Ferreira
07 Jan 2026

O Professor Pedro Ferreira, docente do Departamento de Física do ISEL, foi entrevistado pelo Jornal PT Green, no âmbito de uma peça dedicada ao papel crescente da energia nuclear no contexto da transição energética global. A notícia analisa como a Inteligência Artificial (IA) e as metas de descarbonização estão a impulsionar o interesse internacional por tecnologias nucleares.

Energia nuclear volta ao centro do debate energético

De acordo com a peça publicada a 5 de janeiro de 2026 pelo Jornal PT Green, a energia nuclear — tanto a tradicional energia de fissão como a emergente energia de fusão — está a regressar ao centro das atenções globais. O jornal destaca que o setor tem vindo a assistir a um aumento significativo de investimentos e a uma aceleração na corrida para o desenvolvimento do primeiro reator de fusão nuclear comercial.

O texto sublinha, ainda, que vários fatores explicam este renascimento, entre os quais, a crescente procura de eletricidade, agravada pela expansão da IA e de centros de dados de elevada intensidade energética; a necessidade urgente de reduzir emissões de CO₂, levando países e empresas a procurar fontes estáveis de energia limpa; e a evolução tecnológica, que está a tornar os reatores mais seguros, eficientes e adaptáveis às exigências do futuro energético.

Contributo do Professor Pedro Ferreira

Na sua intervenção, o Professor Pedro Ferreira contribuiu com a perspetiva científica e técnica, destacando que a crescente procura energética impulsionada pela IA e pela descarbonização poderá tornar necessária a utilização de reatores nucleares, sobretudo, enquanto as energias renováveis não garantirem produção estável em larga escala. O docente sublinhou a elevada densidade energética e as baixas emissões da energia nuclear, mas também os seus desafios — custos elevados, riscos de acidentes, complexidade da gestão dos resíduos e questões de segurança. Salientou, ainda, limitações específicas para Portugal, como a ausência de urânio e a necessidade de adaptar a rede elétrica. Sobre a fusão, destacou que permanece uma tecnologia complexa e distante da aplicação prática, apesar dos avanços e do potencial a longo prazo.

É de referir que o docente integra a sua experiência científica e tecnológica de forma direta na formação dos estudantes do ISEL, em cursos de licenciatura e de mestrado, nomeadamente, nas unidades curriculares de Física Médica (LEB/LEFA), Mecânica e Termodinâmica (LEE), Introdução à Física Moderna (LEFA), Física Médica II (MEB), Física Médica Avançada (MEB) e Aplicações Médicas e Industriais de Física Nuclear (MEE).

Leia a notícia completa no Jornal PT Green.


Fotografia: Jornal PT Green