Quatro estudantes do ISEL integraram as equipas vencedoras da edição de 2025 do ACE Challenge – Academia de Inovação, Criatividade e Empreendedorismo, do Politécnico de Lisboa (IPL). A cerimónia de entrega de prémios decorreu no dia 15 de dezembro de 2025, nos Serviços da Presidência do IPL e contou com a presença do Presidente do Politécnico de Lisboa, Professor António Belo, do Vice-Presidente para a Investigação e Criação Artística, Empreendedorismo e Internacionalização, Professor Ricardo Pinheiro, e da representante do júri do concurso, Dra. Isabel Afonso, da Caixa Geral de Depósitos (CGD).1.º Prémio: “Verdito” O projeto “Verdito” foi o grande vencedor do ACE Challenge 2025, recebendo o 1.º Prémio, atribuído pela CGD, no valor de 2.000 euros. A equipa vencedora integra Rafael Romão, estudante do ISEL, juntamente com colegas da Escola Superior de Saúde de Lisboa e da Escola Superior de Música de Lisboa.O Verdito é uma aplicação multiplataforma (telemóvel, iPad e desktop), prática e de fácil utilização, que permite verificar a credibilidade de produtos que alegam cumprir metas de desenvolvimento sustentável.Através da análise de dados públicos e do uso mediado de um modelo de inteligência artificial, a aplicação avalia produtos que apresentam selos e certificações ambientais, analisando a reputação das empresas, os seus compromissos em matéria de sustentabilidade e a coerência das suas práticas.O Verdito integra ainda um sistema de créditos que possibilita a amortização da pegada de carbono, bem como a criação de uma comunidade online, promovendo a interação entre consumidores através de feedback e partilha de experiências. O projeto pretende contribuir para decisões de consumo mais informadas e responsáveis, combatendo fenómenos como o greenwashing.2.º Prémio: “AnthoSuture”O 2.º Prémio, no valor de 1.500 euros, foi atribuído ao projeto “AnthoSuture”, desenvolvido por uma equipa constituída por estudantes do ISEL: Pedro Afonso, Rui Quintas (estudantes do mestrado em Engenharia Biomédia, lecionado em parceria com a Escola Superior de Saúde de Lisboa) e Susana Cabral.O AnthoSuture propõe o desenvolvimento de um fio de sutura inovador, produzido a partir de materiais de origem natural, capaz de alterar a cor consoante o pH da ferida. Esta solução funciona como um indicador visual precoce de infeção, permitindo uma resposta mais rápida por parte dos profissionais de saúde e contribuindo para a prevenção de infeções hospitalares. A alteração da cor do fio facilita a monitorização do processo de cicatrização e a deteção de eventuais complicações.ACE Challenge: inovação e colaboração no Politécnico de LisboaO ACE Challenge é o concurso de ideias do Politécnico de Lisboa, integrado na ACE – Academia de Inovação, Criatividade e Empreendedorismo. A iniciativa incentiva o desenvolvimento de soluções inovadoras e promove o trabalho colaborativo entre diferentes áreas científicas, reforçando a ligação entre conhecimento, criatividade e impacto social.Veja o álbum de fotografias, no Flickr do IPL.Texto: MFC/GCI (adaptado)Fotografias: MQ/GCI-IPL
O ISEL reforça a sua aposta na inovação com o lançamento da nova Licenciatura em Engenharia de Sistemas de Computadores, com início previsto para o ano letivo 2026/2027. O curso surge como resposta às necessidades tecnológicas atuais e futuras, oferecendo uma formação completa que integra hardware e software, numa perspetiva moderna, prática e profundamente alinhada com as exigências do setor.Vivemos numa era dominada por sistemas inteligentes, automação, vigilância, defesa, redes de comunicação e infraestruturas críticas. No centro desta transformação, estão os sistemas de computadores, responsáveis pela recolha, processamento e análise de grandes volumes de dados, bem como pela tomada de decisões em tempo real, em contextos cada vez mais exigentes.A nova licenciatura do ISEL é pensada para estudantes curiosos sobre o funcionamento interno dos computadores, com interesse em tecnologia e vontade de perceber como hardware e software combinam, de forma a criar sistemas reais e funcionais. É especialmente indicada para quem gosta de resolver problemas técnicos, desenvolver soluções práticas e participar ativamente na criação das tecnologias do presente e do futuro.As saídas profissionais são amplas e diversificadas, abrangendo funções na área da engenharia e arquitetura de sistemas computacionais avançados, no desenvolvimento de sistemas embebidos e de tempo real, bem como na integração de hardware, software e comunicações. Os diplomados poderão, ainda, trabalhar no desenvolvimento de sistemas inteligentes, autónomos e ciberfísicos, em infraestruturas tecnológicas críticas e de elevada fiabilidade, e em atividades de investigação, desenvolvimento e inovação tecnológica.A licenciatura prepara, também, os diplomados para o prosseguimento de estudos de segundo ciclo, abrindo portas a especializações avançadas e a uma carreira sólida na engenharia e na inovação tecnológica.Conheça o curso, aqui.
PT‑AQUASEIS é o mais recente projeto de investigação científica do ISEL, liderado pela Professora Graça Silveira (DF/ISEL). A iniciativa pretende introduzir, pela primeira vez em Portugal, o uso da interferometria de ruído sísmico ambiente (RSA) como ferramenta de monitorização contínua dos aquíferos do sul do país.O projeto recorre a uma rede de mais de 30 estações sísmicas, combinando estações permanentes e temporárias, para quantificar variações nas propriedades físicas da subsuperfície induzidas pelas flutuações na carga e descarga dos aquíferos. A validação dos resultados será realizada no Aquífero Querença‑Silves, no Algarve — um dos mais bem caracterizados do território português — através da análise conjunta de dados sísmicos, piezométricos, InSAR, GPS e geoelétricos.O PT-AQUASEIS é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, de âmbito nacional e internacional, com competências nas áreas da Física, Sismologia, Hidrogeologia, Geofísica e Geodesia. A equipa do polo IDL@ISEL integra Graça Silveira (investigadora principal), Alexandra Afilhado, David Schlaphorst, Joana Ribeiro e Nuno Dias, estando o projeto associado à UID Instituto Dom Luiz. São entidades parceiras do projeto a Universidade do Algarve e a Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências (FCiências.ID).Responder aos desafios da escassez de águaPortugal enfrenta um cenário de escassez hídrica crescente, particularmente na região sul. Os métodos tradicionais de monitorização de aquíferos, apesar de precisos, envolvem custos elevados e apresentam limitações na sua resolução temporal e espacial.O RSA surge, assim, como um método económico, contínuo e de alta resolução temporal, permitindo estudar a dinâmica dos aquíferos à escala regional com detalhe. Esta abordagem inovadora abre portas a uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos e a uma resposta mais eficaz aos desafios climáticos.Como funciona a interferometria de ruído sísmico?Tal como as ondas sísmicas geradas por sismos, as ondas produzidas por fontes de ruído propagam‑se através da subsuperfície com velocidades que dependem diretamente das características físicas das rochas — incluindo densidade, elasticidade e porosidade, e do seu preenchimento por fluidos.Assim, flutuações significativas na quantidade de água subterrânea armazenada provocam perturbações no estado de tensão e no preenchimento dos poros dos materiais geológicos que constituem os aquíferos, o que se reflete em variações na velocidade de propagação das ondas sísmicas na subsuperfície. Assim, as variações relativas na velocidade de propagação podem ser usadas como proxy para avaliar alterações na quantidade de água disponível nos aquíferos.Este método torna possível avaliar os processos transientes como recarga, depleção ou instabilidade associadas a exploração excessiva do aquífero, flutuações sazonais ou eventos extremos.Impacto e disseminaçãoOs resultados do projeto serão divulgados em revistas científicas internacionais, conferências e workshops. O trabalho desenvolvido contará, também, com o envolvimento de estudantes e jovens investigadores, ampliando o impacto académico.Para além da comunidade científica, os resultados serão partilhados com entidades governamentais e regionais, incluindo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e autoridades municipais, assegurando que o conhecimento gerado contribui diretamente para a gestão sustentável dos recursos hídricos.O PT‑AQUASEIS inclui, ainda, atividades de divulgação junto da sociedade, nomeadamente, através da iniciativa Seismology‑at‑Schools, aproximando os mais jovens da ciência e da monitorização ambiental.
No dia 9 de janeiro, realizou-se, no ISEL, a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente do Conselho de Representantes (CR) para o mandato 2025/29, o Professor Pedro Miguens Matutino (DEETC/ISEL).O Presidente do ISEL, Professor José Nascimento, deu início à sessão, enquadrando o processo eleitoral — após a eleição dos membros do CR, o presidente é escolhido de entre os pares — e informou que a votação decorreu a 6 de janeiro, deixando uma nota de agradecimento ao Professor António Silvestre (DF/ISEL) e ao conselho cessante pelo trabalho desenvolvido, bem como votos de sucesso à nova equipa. De seguida, o Presidente do Politécnico de Lisboa (IPL), Professor António Belo, tomou a palavra, sublinhando a centralidade do Conselho de Representantes como órgão representativo de toda a comunidade — docentes, estudantes e pessoal técnico-administrativo e de gestão—, e reafirmou o apoio do IPL a este mandato, valorizando a visão de comunidade alargada associada ao futuro enquadramento universitário do ensino politécnico. Após tomar posse, Pedro Miguens Matutino agradeceu a confiança da comunidade académica e destacou um programa assente no trabalho colaborativo entre docentes, estudantes e funcionários, com foco em consolidar processos internos e projetos de desenvolvimento institucional. “Desde 2002 que estou no ISEL, visto a camisola e quero ajudar a escola a ir para a frente”, afirmou.Veja o álbum de fotografias, no Flickr.
O ISEL acolheu, no dia 5 de janeiro, a primeira sessão de reflexão e debate inserida no projeto IPL2033, promovido pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), em articulação com a Presidência. A sessão, aberta a toda a comunidade académica, reuniu docentes, estudantes, pessoal técnico-administrativo e dirigentes para discutir a questão central que orienta o projeto: “O que pretendemos que seja o IPL daqui a oito anos?”Durante o encontro, foram apresentados diversos desafios e oportunidades que marcarão o desenvolvimento futuro do IPL, com destaque para temas como o papel do conhecimento e da tecnologia no Ensino Superior, a necessidade de reforçar a produção científica e cultural, a evolução da procura de estudantes e as exigências de modernização organizacional. A sessão constituiu, também, um momento de auscultação e partilha de preocupações e propostas entre os membros da comunidade.O propósito central da iniciativa é construir, de forma participada, uma estratégia de desenvolvimento comum, assente na valorização dos recursos, na modernização da oferta formativa, na promoção da investigação e na afirmação do IPL no panorama nacional e internacional do Ensino Superior.
O ISEL, em conjunto com o Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), lidera o consórcio internacional vencedor do projeto BRIGHTER - Burundi Renewable Innovation Growth and Higher Education, financiado pelo programa Erasmus+, com um orçamento global de cerca de 1 milhão de euros.A participação do ISEL-IPL é assegurada por uma equipa constituída pelos docentes José Carlos Quadrado, Cristina Borges, Rita Pereira e Carla Viveiros, reforçando o posicionamento da instituição em projetos internacionais de elevado impacto nas áreas da Engenharia, da Inovação Pedagógica e do Desenvolvimento Sustentável.O projeto BRIGHTER tem como principal objetivo o reforço da qualidade do Ensino Superior no Burundi, através da capacitação de docentes de Engenharia, da modernização curricular e do desenvolvimento de competências em energias renováveis e inovação tecnológica, promovendo uma ligação efetiva entre o ensino, a investigação aplicada e o desenvolvimento sustentável.A reunião de arranque do projeto decorreu entre 16 e 18 de dezembro de 2025, tendo o Politécnico de Lisboa acolhido os parceiros internacionais. No dia 18 de dezembro, a comitiva visitou o campus do ISEL, onde foi recebida pelo Presidente, Professor José Nascimento, pela Vice-Presidente para a área Pedagógica e da Qualidade, Professora Carla Viveiros, e pela Assessora para a Sustentabilidade, Professora Patrícia Barata.Liderado pela ENTER Network, o consórcio integra ainda a ESN STUBA, o Ministério da Educação do Burundi, cinco universidades burundesas e o KIT - Digital Innovation HUB. O projeto prevê o desenvolvimento de ações de formação, capacitação institucional e cooperação académica ao longo dos próximos quatro anos.Este financiamento europeu constitui um importante reconhecimento do papel do ISEL-IPL na cooperação internacional e no contributo para os desafios globais da transição energética e da qualificação do Ensino Superior.Veja o álbum de fotografias, no Flickr.