Passar para o conteúdo principal
Notícias
No dia 14 de abril, decorreu, no ISEL, a inauguração da Exposição do Anuário da Lusa, uma mostra patente no átrio principal do edifício P que reúne uma das fotografias mais marcantes captadas pelos fotojornalistas da Agência Lusa em 2025, complementada por imagens de arquivo que percorrem quatro décadas da atividade da agência, que celebra este ano o seu 40.º aniversário.A iniciativa, promovida pelo World Action ISEL (WAI), evidencia o papel central do fotojornalismo enquanto documento histórico, instrumento de informação e meio de reflexão crítica, oferecendo ao público uma perspectiva singular sobre a atualidade e sobre a evolução recente da sociedade portuguesa e global.A sessão inaugural integrou uma conversa pública que contou com a presença de Joaquim Carreira, Presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa, Paulo Carriço, editor coordenador do Departamento de Fotografia e Multimédia da Lusa, e André Kosters, fotojornalista da agência. José Nascimento, Presidente do ISEL, e António Teófilo, docente e mentor do grupo WAI, deram início ao evento, destacando a importância da reflexão sobre o significado da imagem, da informação e da responsabilidade social dos media.Os intervenientes refletiram sobre o significado da informação de qualidade numa época marcada pela rapidez da circulação de conteúdos, pela desinformação e pelo impacto crescente da inteligência artificial na produção noticiosa, perante uma audiência contou com a participação de estudantes, docentes e não docentes. Foi sublinhado o papel da Agência Lusa enquanto fonte primária e certificadora de factos, essencial para garantir credibilidade, rigor e confiança na informação difundida pelos órgãos de comunicação social.Joaquim Carreira destacou a missão pública da Lusa e a sua presença em todo o território nacional e em vários países, reforçando o seu contributo para a coesão informativa e democrática. Paulo Carriço abordou os desafios específicos do fotojornalismo contemporâneo, nomeadamente a necessidade de preservar a ética da imagem, a contextualização das fotografias e a transparência dos processos editoriais, num cenário em que a manipulação visual se torna cada vez mais sofisticada. Por sua vez, André Kosters partilhou a experiência prática do trabalho de campo de um fotojornalista, refletindo sobre a evolução tecnológica da fotografia, a passagem do analógico para o digital e a responsabilidade acrescida de contar histórias reais através da imagem, mantendo a integridade jornalística. Foi igualmente enfatizado que as ferramentas digitais são utilizadas apenas para ajustes técnicos, nunca para alterar o conteúdo informativo das imagens.A conversa reforçou a ideia de que o fotojornalismo não se limita ao registo imediato dos acontecimentos, mas constitui também um arquivo de memória coletiva, fundamental para compreender o passado e interpretar o presente. Num contexto de crescente produção de imagens artificiais, os convidados salientaram a necessidade de reforçar a literacia mediática e o pensamento crítico, tanto por parte dos profissionais como dos cidadãos.Veja o álbum de fotografias no Flickr.
O ISEL foi recentemente recebido nas instalações da Thales Portugal, num encontro que reforçou a importância da colaboração estratégica entre o ensino superior e a indústria tecnológica.A visita contou com a presença do Presidente do ISEL, Professor José Nascimento, e do Professor António Serrador, assessor para a área da internacionalização, e constituiu um momento relevante de partilha, diálogo e alinhamento de visões sobre o desenvolvimento de talento, a inovação e os desafios tecnológicos emergentes.O Ensino Superior assume um papel essencial na resposta às exigências atuais do setor tecnológico e na preparação das competências do futuro, nomeadamente em áreas estratégicas como a Defesa, o Aeroespacial e a Cibersegurança. Neste contexto, a cooperação entre a academia e empresas de referência internacional, como a Thales, permite aproximar o conhecimento científico da sua aplicação prática, potenciando impacto real na sociedade e na economia.Neste enquadramento, importa destacar a constituição do grupo de trabalho ISEL Defense, que visa reforçar a intervenção do Instituto nas áreas da Segurança, Espaço e Tecnologias Críticas. Assente em competências consolidadas em engenharia e tecnologias avançadas, este grupo tem como missão dinamizar atividades de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I&D+i) e afirmar o ISEL como parceiro ativo em ecossistemas de inovação e tecnologias de duplo uso.
O ISEL e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) assinaram, no passado dia 27 de março, um protocolo de cooperação institucional, reforçando uma parceria estratégica no domínio do ensino, investigação e inovação em engenharia e tecnologia.A cerimónia decorreu no Campus do Palmarejo Grande da Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia, coincidindo com a tomada de posse da nova Reitora da Uni-CV, a Professora Astrigilda Pires Rocha Silveira. Este momento constituiu o primeiro ato formal do seu mandato, tendo o ISEL estado representado pelo Professor António Serrador, assessor para a internacionalização.Cooperação nas áreas da engenharia, inovação e transformação digitalO acordo estabelece um quadro alargado de cooperação que inclui a mobilidade académica de estudantes, docentes e pessoal técnico; a cooperação na transformação digital e capacitação técnica; o desenvolvimento de projetos de investigação aplicada e inovação; a coorientação de trabalhos académicos; a participação conjunta em projetos internacionais; e a organização de seminários, workshops e outras iniciativas científicas.Durante a cerimónia, a Reitora da Uni-CV destacou a importância da transição digital e da inteligência artificial como eixos estruturantes da parceria, sublinhando a necessidade de envolver toda a comunidade académica na concretização dos projetos previstos.Uma parceria com raízes académicas sólidasNa cerimónia, António Lobo de Pina, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-CV, recordou que o contacto inicial entre as duas instituições surgiu no âmbito da criação da licenciatura em Engenharia Civil da Universidade de Cabo Verde, a primeira parceria académica entre a Uni-CV e o ISEL, destacando a instituição portuguesa como uma referência no ensino prático e aplicado da engenharia.Já o Professor António Serrador sublinhou o simbolismo da presença institucional no primeiro dia de mandato da nova Reitora, reforçando o compromisso do ISEL com a cooperação académica no espaço da CPLP e no contexto europeu.A cerimónia contou ainda com a presença de Pró-Reitores, dirigentes de unidades orgânicas e serviços técnicos da Uni-CV, bem como docentes e investigadores das áreas tecnológicas.Fotografia: Uni-CV
A exposição “Coleção de Topografia: instrumentos e técnicas”, patente na Biblioteca do ISEL de 1 de abril a 30 de junho, convida a uma viagem pela história da medição do território, destacando peças de elevado valor científico e pedagógico do acervo da instituição.Esta mostra pretende não só dar a conhecer os instrumentos históricos que compõem a coleção de Topografia, mas também livros antigos da área, verdadeiros testemunhos do saber técnico de outras épocas, nos quais se documentam métodos, cálculos e princípios fundamentais que sustentaram a evolução desta área. Estas obras complementam a exposição, ao oferecerem uma perspetiva teórica e histórica, permitindo aos visitantes explorar não apenas os instrumentos, mas também o conhecimento que orientava a sua utilização.A exposição constitui uma oportunidade única para descobrir o património técnico-científico do ISEL e compreender como, antes da era digital, se media e representava o mundo com notável precisão.
Entre 23 e 27 de março, o ISEL acolheu a componente presencial do Blended Intensive Programme (BIP) “Sustainable Engineering in Action: from Idea to Impact”, organizado no âmbito do programa Erasmus+ da União Europeia. O programa reuniu estudantes e docentes de diferentes instituições europeias em torno dos desafios atuais da sustentabilidade e da engenharia.O BIP organizado pelo ISEL destacou-se pelo seu caráter inovador, pela transdisciplinaridade das equipas e pelo enfoque em alguns dos principais desafios globais, como a economia circular, os materiais sustentáveis, os modelos de negócio inovadores e o impacto social da engenharia. Durante o programa, os participantes foram desafiados a transformar ideias de sustentabilidade em soluções de engenharia concretas, reforçando competências como o pensamento crítico, a criatividade e o trabalho em equipa.Componente virtual: da investigação à preparação de soluçõesA componente virtual decorreu entre 23 de fevereiro e 22 de março e foi estruturada em duas fases: uma fase de investigação (23 de fevereiro a 8 de março) e uma fase de análise e preparação das apresentações (9 a 22 de março). Os estudantes trabalharam em grupos focados numa das sete áreas-chave da economia circular definidas pela Comissão Europeia: plásticos; têxteis; resíduos eletrónicos; alimentos, água e nutrientes; embalagens; baterias e veículos; edifícios e construção.Este trabalho preliminar permitiu aos participantes compreenderem a complexidade e a natureza interdisciplinar das práticas avançadas de engenharia sustentável, servindo de base para o desenvolvimento das soluções apresentadas e aprofundadas durante a semana presencial.Componente presencial: aprendizagem, colaboração e descoberta de LisboaDurante a semana presencial no ISEL, os participantes assistiram a diversas talks especializadas, desenvolveram atividades e trabalhos colaborativos e tiveram contacto direto com contextos reais de aplicação da engenharia sustentável. O programa incluiu, ainda, várias atividades em Lisboa, como um team building na VR Arena, uma visita industrial à empresa Hychem e uma visita cultural ao Oceanário de Lisboa.O que é um BIP?Os Blended Intensive Programmes foram criados para promover a internacionalização do ensino superior, tornando-a acessível a todos os estudantes, independentemente do seu percurso académico, área científica ou ciclo de estudos. Estes programas combinam uma componente virtual, desenvolvida ao longo de várias semanas, com uma componente presencial intensiva, de uma semana, numa instituição de ensino superior estrangeira.Veja o álbum de fotografias no Flickr.
No passado dia 27 de março, o ISEL recebeu uma delegação da HOGent (Bélgica), instituição membro da aliança de Universidade Europeia U!REKA, composta por 35 estudantes e três docentes da área de Real Estate, no âmbito do programa “Learning Festival”, o que reforça a dimensão internacional deste projeto.A iniciativa proporcionou um dia de partilha de conhecimento e contacto direto com práticas inovadoras nas áreas da construção, sustentabilidade e tecnologia. O programa contou com o envolvimento dos docentes António Serrador, Dulce Henriques, Elisabete Alegria e Patricia Barata.O programa teve início com uma palestra dedicada ao desenvolvimento do novo campus do ISEL, onde foram abordados temas como o processo de construção, soluções de habitação e estratégias de sustentabilidade implementadas. Seguiu-se uma visita à construção da residência estudantil ISEL Carbono Zero, permitindo aos participantes conhecer de perto algumas das mais recentes soluções adotadas.A componente técnica do programa incluiu ainda uma sessão sobre Wood Technology, com foco na construção em madeira, destacando tendências, desafios e oportunidades desta abordagem sustentável. A sessão foi complementada com uma visita a laboratório, proporcionando uma perspetiva prática sobre os materiais e técnicas apresentados.Esta visita reforça a colaboração internacional do ISEL e promove o intercâmbio académico, contribuindo para a formação de futuros profissionais mais conscientes e preparados para os desafios do setor imobiliário e da construção sustentável.Veja o álbum de fotografias no Flickr.