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Notícias
Uma proposta apresentada pelo ISEL foi selecionada no âmbito da EuroHPC Quantum Access Pilot Call, iniciativa europeia que disponibiliza acesso experimental à nova geração de computadores quânticos de alto desempenho.O projeto, coordenado pelo professor Manfred Niehus (DF/ISEL), recebeu tempo de computação no Euro-Q-Exa, um processador quântico europeu com 53 qubits. O trabalho irá explorar a utilização de computação quântica no apoio à síntese de estimadores e controladores para sistemas físicos estocásticos, com particular enfoque em experiências de termodinâmica fora do equilíbrio e motores de informação baseados em pinças óticas.A investigação terá um caráter exploratório e comparativo, procurando avaliar em que condições métodos quânticos poderão complementar abordagens clássicas de computação de alto desempenho e soluções de controlo em tempo real baseadas em FPGA.A atribuição deste acesso constitui uma oportunidade para desenvolver competências em computação quântica aplicada no ISEL e explorar novas ligações entre física, controlo, fotónica e sistemas embebidos.
Após os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o ISEL disponibiliza vagas em várias licenciaturas, oferecendo uma nova oportunidade aos estudantes que pretendem ingressar numa das maiores escolas de engenharia do país.A 1.ª fase confirmou a atratividade da oferta formativa do ISEL, com a colocação de aproximadamente 600 estudantes. Agora, com a abertura da 2.ª fase do concurso, os candidatos têm a possibilidade de concorrer às vagas ainda disponíveis em diversas áreas de formação, caracterizadas por uma forte ligação à indústria, aprendizagem prática e elevadas perspetivas de empregabilidade.As candidaturas à 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro, sendo os resultados divulgados no dia 30 de setembro.O ISEL convida todos os estudantes que ainda procuram uma opção para o seu percurso académico a conhecerem a sua oferta formativa e a aproveitar esta nova oportunidade de ingresso numa instituição de referência no ensino da Engenharia e Tecnologia.Mais informações sobre licenciaturas aqui.
O Politécnico de Lisboa inicia, a partir de 1 de agosto de 2026, uma nova etapa da sua história ao passar a designar-se Universidade Politécnica de Lisboa, consolidando um percurso de afirmação institucional e de excelência no ensino superior português.A mudança decorre da entrada em vigor do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) (Lei n.º 32/2026, de 20 de julho), que permite esta alteração às instituições que reúnam os requisitos legalmente definidos. A recente decisão do Conselho de Administração da A3ES de conceder ao IPL acreditação institucional plena confirmou que a instituição cumpre esses requisitos, reconhecendo a sua maturidade institucional e o trajeto percorrido.O relatório da Comissão de Avaliação Externa reconheceu o trabalho desenvolvido pela instituição desde a anterior avaliação, destacando os progressos alcançados ao nível da governação, da consolidação do sistema interno de garantia da qualidade, da articulação entre escolas e serviços, da qualificação do corpo docente, da investigação, da internacionalização e da estratégia institucional implementada, sobretudo no último ano letivo. "Trata-se de um momento histórico para a nossa instituição e também para o ensino superior português", afirma António Belo, presidente do Politécnico de Lisboa."A passagem a Universidade Politécnica de Lisboa resulta do reconhecimento de uma evolução construída ao longo de décadas por todo o subsistema politécnico, que vê plenamente afirmada a sua capacidade para formar ao mais alto nível, produzir conhecimento, desenvolver investigação aplicada, criar inovação e contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país", acrescenta.  A adoção da designação Universidade Politécnica de Lisboa assinala o início de um novo ciclo de afirmação institucional para uma comunidade académica composta por cerca de 12 mil estudantes e oito escolas superiores, comprometida com a produção de conhecimento, a formação de excelência e a resposta aos desafios da sociedade.Esta alteração não modifica a natureza da instituição nem a identidade das suas escolas, que mantêm as respetivas designações, projetos educativos e autonomia.Para Jaden Gomes, presidente da Federação Académica do Politécnico de Lisboa (FAIPL), "esta transição representa mais oportunidades e maior reconhecimento para uma instituição com maior capacidade para atrair investigação, financiamento, parcerias internacionais e talento". A designação Universidade Politécnica de Lisboa reforça igualmente o posicionamento nacional e internacional da instituição, potenciando a capacidade para atrair estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores técnicos, especialistas e de gestão, bem como parceiros nacionais e internacionais, captar financiamento competitivo e ampliar a participação em redes e projetos de cooperação, mantendo a identidade e a missão do ensino superior politécnico.A propósito desta alteração, Jaden Gomes considera ainda que "é a prova de que é possível aproximar modelos de ensino sem abdicar da identidade do ensino politécnico, reforçando aquilo que sempre foi a sua maior força: formar profissionais altamente qualificados, inovadores e preparados para transformar a sociedade."A concretização deste objetivo estratégico reforça a capacidade da instituição para responder aos desafios atuais e futuros do ensino superior e reafirma o compromisso com a qualidade do ensino, da investigação, da inovação, da criação artística, da responsabilidade social e da ligação à sociedade. Segundo António Belo, a Universidade Politécnica de Lisboa continuará a afirmar uma identidade própria, assente na formação de natureza politécnica e na estreita articulação entre ensino, investigação aplicada, criação artística, inovação e transferência de conhecimento."Com esta nova etapa, afirmamos uma instituição pública mais forte, mais coesa e mais competitiva, preparada para formar profissionais altamente qualificados, produzir conhecimento e contribuir, de forma decisiva, para o desenvolvimento de Lisboa, do país e da Europa", refere o presidente do Politécnico de Lisboa.Jaden Gomes acrescenta que a passagem a Universidade Politécnica de Lisboa representa, acima de tudo, "o reconhecimento de um percurso construído ao longo de décadas. É uma mudança que valoriza o passado, faz justiça ao trabalho de milhares de estudantes, docentes e trabalhadores e ajuda a ultrapassar uma visão que, durante muitos anos, desvalorizou o ensino politécnico. Hoje sabemos que essa distinção deixou de fazer sentido." António Belo sublinha ainda que esta nova etapa resulta do empenho e da dedicação de várias gerações de estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores técnicos, especialistas e de gestão, cujo contributo foi determinante para o percurso de afirmação da instituição."A passagem a Universidade Politécnica de Lisboa não representa uma mudança de identidade; representa, antes, a valorização da identidade politécnica e o reforço da responsabilidade que assumimos perante a sociedade", conclui António Belo.Nos próximos meses vai ter início o processo de adaptação dos Estatutos e dos regulamentos internos ao novo enquadramento jurídico, assegurando uma transição gradual, participada e alinhada com o novo RJIES. Texto e imagens GCI/IPL
O ISEL acaba de reforçar a sua infraestrutura científica com a aquisição de um espectrómetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de 80 MHz, modelo SPINSOLVE 80 Multi-X ULTRA.A aquisição, realizada no âmbito do projeto de infraestruturas científicas C4G – Colaboratório para as Geociências (LISBOA2030-FEDER-01318000), representa um investimento estratégico que amplia consideravelmente o leque de técnicas de caracterização disponíveis na instituição. O novo equipamento permite a análise de nove núcleos ativos — ¹H, ¹³C, ³¹P, ¹⁹F, ⁷Li, ²³Na, ¹⁵N, ²⁷Al e ¹¹⁹Sn —, abrindo portas a um vasto espectro de aplicações em investigação e desenvolvimento.Entre as principais vantagens desta tecnologia destacam-se o seu caráter não invasivo e não destrutivo, bem como a versatilidade na análise de múltiplas matrizes, desde amostras aquosas e solos até tecidos biológicos. Estas características tornam a RMN uma ferramenta complementar de elevado valor para projetos nas áreas da química, geociências e ambiente, materiais e ainda ciências da vida.De um ponto de vista estratégico do C4G, a aquisição deste equipamento é o primeiro passo para complementar as infraestruturas existentes na anterior operação do C4G com química ambiental de elevada qualidade. A sua aquisição vem valorizar os estudos de geoquímica e química analítica, na medida em que contribui para um melhor conhecimento sobre a composição, estrutura e dinâmica de materiais orgânicos e inorgânicos, incluindo materiais relevantes para as geociências, como os produtos da fusão de silicatos e soluções aquosas.Este novo equipamento possibilita uma maior colaboração entre as diferentes Unidades de Investigação e Desenvolvimento associadas ao ISEL. Potencia, ainda, novas linhas de cooperação e de articulação com outras Unidades de Investigação e Desenvolvimento a nível nacional, nomeadamente com aquelas que integram a anterior operação C4G, e também a nível internacional, promovendo projetos conjuntos, intercâmbio de conhecimento e a contribuição para a formação de recursos humanos qualificados.Funding:
O ISEL integrou uma missão técnica à Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), entre os dias 14 e 16 de julho, no âmbito dos trabalhos de elaboração do futuro Plano de Transformação Digital daquela instituição de ensino superior.A missão, constituída pelos docentes António Serrador (DEETC/ISEL) e Nuno Cruz (DEI/ISEL), especialistas nas áreas da informática e das redes de comunicações, teve como objetivo avaliar as infraestruturas tecnológicas, os sistemas de informação, as plataformas digitais e a capacidade institucional da Uni-CV. Ao longo da visita, a equipa analisou o centro de dados da universidade, os sistemas internos e as plataformas de ensino a distância, tendo ainda recolhido contributos de estudantes, administrativos, docentes e investigadores, assim como dos operadores de telecomunicações de Cabo Verde.O trabalho desenvolvido servirá de base à definição de uma estratégia integrada de modernização digital da Uni-CV, estabelecendo um roteiro para a evolução dos seus serviços, infraestruturas e processos, com impacto direto na experiência da comunidade académica.No âmbito da missão, realizou-se também um encontro no Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação (MEFPESCI), que contou com a presença do Ministro, Professor Doutor Arnaldo Brito, da Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Astrigilda Silveira, e da comissão responsável pela elaboração de projetos estratégicos na área da transformação digital da universidade.Durante a reunião, foram apresentados os objetivos e o enquadramento do trabalho em curso. A Reitora da Uni-CV reiterou a disponibilidade da universidade para reforçar o seu papel enquanto parceira estratégica do Estado cabo-verdiano na concretização das metas definidas pelo Governo. Por sua vez, o Ministro destacou a importância do Ensino Superior na construção de uma sociedade assente no conhecimento, na inovação e na transformação digital, reafirmando o compromisso governamental com o fortalecimento das instituições de ensino superior e com a criação de mais oportunidades de acesso e sucesso académico para os jovens cabo-verdianos.A missão incluiu, ainda, visitas ao TechPark CV – Parque Tecnológico Arquipélago Digital de Cabo Verde e à NOSi – Núcleo Operacional Para a Sociedade de Informação EPE, entidades de referência no ecossistema digital cabo-verdiano. Durante o encontro de trabalho, foram apresentadas as infraestruturas tecnológicas, as principais iniciativas em curso e a estratégia da NOSi no domínio da transformação digital. A reunião permitiu reforçar a parceria, tendo sido manifestada a intenção de aprofundar a colaboração nas áreas da inovação tecnológica, da capacitação e da transformação digital, com a constituição de uma equipa de trabalho conjunta para dar seguimento às iniciativas identificadas.No final de setembro de 2026, está prevista uma visita da magnifica Reitora da Uni-CV ao ISEL.Fotografias: Universidade de Cabo Verde e Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação
No âmbito do Encontro IPL INOV 2026 – Práticas Pedagógicas Inspiradoras no Ensino Superior, realizado no dia 6 de julho, na Escola Superior de Saúde de Lisboa, e que integrou uma Mostra de Inovação Pedagógica dedicada à divulgação de práticas, projetos, recursos, tecnologias e experiências inovadoras no ensino superior, a Professora Isabel João (DEQ/ISEL) apresentou o projeto pedagógico inovador que coordena, intitulado “CAPTA-CE: Catapultas Aplicadas para Planeamento Experimental, Testes e Aprendizagem Centrada nos Estudantes”.O CAPTA-CE utiliza catapultas como ferramenta pedagógica para transformar a teoria em prática, promovendo uma aprendizagem ativa, motivadora e centrada no estudante. Esta abordagem contribui para preparar os estudantes para a resolução de problemas reais, reforçando competências essenciais no âmbito do Design of Experiments (DoE), com base na metodologia Hands-on Learning.Desenvolvido na unidade curricular de Técnicas Avançadas da Qualidade, do Mestrado em Engenharia da Qualidade e Ambiente do ISEL, o projeto destaca-se pela sua versatilidade, podendo ser aplicado noutras unidades curriculares, como Métodos de Controlo e Gestão da Qualidade, tornando a aprendizagem mais experimental e significativa.Além de potenciar uma maior participação dos estudantes, o projeto promove uma maior confiança na aplicação dos conhecimentos teóricos e reforça a ligação ao contexto profissional.Fotografia: Politécnico de Lisboa