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Bianca Conceição e Laura Luz, estudantes da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica, foram as grandes vencedoras da vertente de Indústria da primeira edição da competição Accelerate NextGen, promovida pela Siemens.Orientada pelo Professor Hiren Canacsinh (DEEEA/ISEL), a equipa apresentou uma solução de gestão térmica inteligente para data centers, destacando-se pela inovação, eficiência e relevância face aos desafios atuais de sustentabilidade e digitalização do setor industrial.Esta vertente da competição teve como objetivo incentivar o desenvolvimento de soluções que promovam a transformação digital e a sustentabilidade, abordando áreas como a cibersegurança, a otimização de processos industriais, a eficiência energética e a análise térmica de infraestruturas críticas.A final do concurso teve lugar no dia 28 de maio, na sede da Siemens, em Alfragide, e contou com a participação de 10 equipas finalistas, das quais três compostas por estudantes do ISEL, selecionadas entre 30 candidaturas de 15 instituições de ensino superior. Lançada em janeiro, esta edição do Accelerate NextGen distinguiu-se por introduzir, pela primeira vez, a vertente de Indústria, complementando a já existente área de Infraestruturas. O ISEL destacou-se de forma particularmente relevante, ao conquistar o primeiro lugar em ambas as categorias da competição (conheça, aqui, os vencedores da categoria de Infraestruturas). Os vencedores foram premiados com um estágio remunerado na Siemens, bem como uma visita a um projeto de referência da empresa em Frankfurt. Entre os prémios atribuídos encontram-se, também, tablets e equipamentos de automação destinados à instituição.Conheça o testemunho dos participantes:Bianca Conceição e Laura Luz"Participar no Accelerate NextGen foi uma experiência transformadora para nós. O desenvolvimento do ThermaTwin AI permitiu-nos aplicar conhecimentos de engenharia eletrotécnica a um problema real e atual: a eficiência energética em data centers. Ao longo do projeto, aprendemos não apenas sobre simulação térmica e gémeos digitais, mas também sobre inovação, sustentabilidade e trabalho em equipa. Ver a nossa ideia evoluir de um conceito para uma solução reconhecida foi extremamente gratificante.Agradecemos à Siemens e à organização do concurso pela oportunidade de aprender, crescer e mostrar o potencial dos jovens na engenharia. A final foi um momento incrível, onde tivemos a oportunidade de trocar conhecimentos, partilhar experiências e conhecer pessoas inspiradoras da área.Gostaríamos também de agradecer ao Instituto Superior de Engenharia de Lisboa pelo apoio, orientação e incentivo ao longo de todo este percurso, fundamentais para o desenvolvimento do nosso projeto e para a nossa evolução enquanto futuras engenheiras."Professor Hiren Canacsinh“Grato por ter feito parte do desafio Siemens Accelerate NextGen 2026 – Indústria. Parabenizo todos os participantes e, em especial, as equipas vencedoras pelo excelente trabalho desenvolvido. Dirijo uma palavra muito especial à Bianca Conceição e à Laura Luz, cuja maior qualidade foi a coragem de aceitarem este desafio, apesar dos receios e incertezas iniciais, demonstrando determinação, vontade de aprender e espírito de superação. Aproveito ainda para lhes agradecer a confiança que depositaram em mim ao convidarem-me para fazer parte desta jornada, que constituiu uma experiência verdadeiramente enriquecedora e da qual espero que possam surgir ainda mais frutos num futuro próximo.”Fotografias: Siemens Portugal
Os estudantes Carmona Elias e Samuel Kavimbi, do Mestrado em Engenharia Eletrotécnica, conquistaram o primeiro lugar na vertente de Infraestruturas da primeira edição da competição Accelerate NextGen, promovida pela Siemens.A equipa, orientada pelo Professor Filipe Barata (DEEEA/ISEL), destacou-se com o desenvolvimento de uma solução inovadora de infraestrutura de energia elétrica para um data center, respondendo de forma eficaz aos desafios atuais de eficiência energética e gestão de consumo neste tipo de infraestruturas críticas. Na sessão de apresentação do projeto, a dupla foi representada por Carmona Elias.De destacar, também, a presença de outra equipa do ISEL na fase final desta vertente da competição, composta pelos estudantes Guilherme Sardinha e Gonçalo Moreira, da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica, que foram orientados pelo Professor Luís Elvas (DEEEA/ISEL).O Professor Filipe Barata aproveitou a ocasião para recordar a vitória das estudantes Ana Catarina Monteiro e Patrícia Nunes, orientadas pelo Professor Eduardo Eusébio, no Desafio Nacional Geração Simaris Design, promovido pela Siemens em 2017, destacando-a como uma inspiração para as novas gerações de estudantes do ISEL.A final do concurso teve lugar no dia 28 de maio, na sede da Siemens, em Alfragide, e contou com a participação de 10 equipas finalistas, das quais três compostas por estudantes do ISEL, selecionadas entre 30 candidaturas de 15 instituições de ensino superior. Lançada em janeiro, esta edição do Accelerate NextGen distinguiu-se por introduzir, pela primeira vez, a vertente de Indústria, complementando a já existente área de Infraestruturas. O ISEL destacou-se de forma particularmente relevante, ao conquistar o primeiro lugar em ambas as categorias da competição (conheça, aqui, as vencedoras da categoria de Indústria).Os vencedores foram premiados com um estágio remunerado na Siemens, bem como uma viagem a um projeto de referência em Frankfurt, na Alemanha. Os prémios incluíram ainda tablets para os estudantes e equipamentos de automação para a instituição de ensino.Conheça os testemunhos dos participantes:Carmona Elias e Samuel Kavimbi“Participar no Accelerate NextGen foi uma experiência extremamente enriquecedora, desafiadora e transformadora. Ao longo das diferentes fases da competição, tivemos a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos a um problema real de engenharia, desenvolvendo uma solução de infraestrutura elétrica para um Data Center. O desafio exigiu não apenas competêcias técnicas, mas também capacidade de trabalho em equipa, gestão de tempo, comunicação e adaptação a novos desafios.Vencer a vertente de Infraestruturas foi um motivo de enorme orgulho e a validação de todo o esforço, dedicação e horas de trabalho investidas ao longo da competição. Mais do que o prémio, esta conquista representou o reconhecimento da qualidade da nossa solução e da nossa capacidade de enfrentar desafios complexos da transição energética e de infraestruturas críticas."Gonçalo Moreira e Guilherme Sardinha"Participar no desafio Accelerate NextGen foi uma experiência muito valiosa e enriquecedora, que nos permitiu aprofundar temas como infraestruturas elétricas, proteção e seletividade, dimensionamento de transformadores, integração de energia fotovoltaica, eficiência energética e utilização de ferramentas de simulação. Ao longo da competição, trabalhámos numa solução técnica completa para uma infraestrutura critica, o Data Center, sempre com foco no rigor, na sustentabilidade e no trabalho em equipa."Professor Filipe Barata"Participar no Accelerate NextGen foi, ao longo de três meses, uma experiência profundamente enriquecedora e o privilégio de trabalhar com alunos verdadeiramente excecionais.Ao longo do desafio encontrei estudantes trabalhadores, focados, exigentes, desafiadores e altamente competentes, capazes de transformar conhecimento teórico em soluções reais de engenharia, desenvolvendo projetos inovadores e sustentáveis. Mais do que competências técnicas, demonstraram resiliência, espírito de equipa e uma notável capacidade de superação.Estes alunos estudam à noite, trabalham durante o dia e, ainda assim, encontraram tempo e energia para desenvolver os seus projetos com rigor e ambição. Essa capacidade de gestão de tempo, compromisso e dedicação merece um reconhecimento muito especial.O ISEL, em particular o DEEEA, destacou-se nesta edição ao colocar três equipas entre os 10 finalistas, um resultado que evidencia não apenas a qualidade e preparação dos seus estudantes nesta área, mas também a sua capacidade técnica, de inovação e trabalho colaborativo.Vencer é, naturalmente, motivo de enorme orgulho e reconhecimento pelo esforço desenvolvido. O valor do Accelerate NextGen está no apoio e valorização dos jovens, abrindo um espaço para demonstrarem o seu talento, competência e capacidade de inovação, permitindo que o seu mérito seja reconhecido e valorizado. Esta experiência é mais do que um desafio académico, constitui para os alunos uma oportunidade única de crescimento pessoal e profissional, que abre portas e cria novas perspetivas para o seu futuro… que vai ser sem dúvidas promissor!"Fotografias: Siemens Portugal
O ISEL lança um novo programa de doutoramento em Descarbonização e Transição Energética, com início previsto para o ano letivo 2026/2027. O programa doutoral em Descarbonização e Transição Energética destina-se a formar especialistas altamente qualificados nesta área, ou seja, profissionais com uma sólida formação em Engenharia ou áreas afins, capazes de desempenhar funções ao mais alto nível em empresas, entidades reguladoras, instituições de ensino superior e/ou unidades de investigação. A sua atuação incidirá nas relevantes e emergentes áreas da descarbonização e da transição energética, numa dupla vertente: técnica, relacionada com a conceção, dimensionamento e implementação de sistemas de energia sustentáveis; e económica, permitindo a avaliação dos recursos financeiros envolvidos, da sua rentabilidade ao longo do período de exploração e da sua integração nos mercados de energia.Para atingir estes objetivos, pretende-se que os graduados de 3.º ciclo adquiram conhecimentos aprofundados sobre a acessibilidade a fontes de energia, sistemas de geração e fornecimento energético, implicações ambientais e de sustentabilidade, tecnologias limpas e de baixo carbono, economia de recursos, constrangimentos à implementação e exploração, enquadramento nas questões energéticas globais, estratégias de formação e regulação de tarifas, bem como a integração nos mercados energéticos globais e regionais.Os futuros doutorados desenvolverão, além da componente curricular, uma tese focada em aspetos específicos desta área, assegurando a integração entre as componentes de Economia e Gestão e de Engenharia. As teses incidirão na resolução de problemas reais (ainda que de modo concetual), de elevada complexidade, sendo preferencialmente desenvolvidas em ambiente empresarial. O ciclo de estudos será lecionado integralmente em regime presencial, com um total de 210 ECTS e uma duração aproximada de três anos e meio.O corpo docente é constituído por professores doutorados do ISEL nas áreas de Engenharia, Economia, Gestão e Energia. Está ainda prevista a realização de seminários com a participação de especialistas do meio empresarial, representantes de entidades reguladoras do setor energético e investigadores destas áreas.
No passado dia 23 de maio, a Praia de Algés voltou a receber mais uma iniciativa promovida pelo Eco-Politécnico de Lisboa, em colaboração com os Conselhos Eco-Escolas das várias Unidades Orgânicas e a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).A iniciativa integrou duas atividades complementares: o Ride Bike IPL, um passeio de bicicleta dedicado à promoção da mobilidade sustentável, e a Clean Beach IPL, uma ação de limpeza costeira focada na sensibilização ambiental e na preservação dos ecossistemas marinhos.O Ride Bike IPL decorreu durante a manhã, com partida na Escola Superior de Saúde de Lisboa (ESSL) e chegada à Praia de Algés, incentivando hábitos de mobilidade mais sustentáveis.Durante a ação Clean Beach IPL foram recolhidos vários tipos de resíduos, maioritariamente pequenos fragmentos de plástico, evidenciando a importância de continuar a desenvolver iniciativas de sensibilização e intervenção ambiental.O evento contou com a participação de estudantes, docentes e não docentes de várias UO do IPL, incluindo o ISEL, a ESSL, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL) e a Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), bem como dos Serviços da Presidência do IPL.As atividades terminaram com um momento de convívio entre todos os participantes, acompanhado por um lanche disponibilizado pelos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (SAS-IPL), promovendo a partilha e o reforço do espírito de comunidade.O ISEL Eco-Campus associou-se, uma vez mais, a esta iniciativa, reafirmando o seu compromisso com a sustentabilidade, a mobilidade sustentável e a promoção da cidadania ambiental.Agradecemos a todos os que participaram e contribuíram para o sucesso desta ação! Parceiros:Imagens GCI/IPL 
A equipa AERIS, o mais recente projeto académico focado em engenharia aeroespacial e rocketry do ISEL, alcançou um marco fundamental no seu percurso: a conclusão com sucesso da primeira e rigorosa fase de avaliação técnica e logística para a EuRoC (European Rocketry Challenge).A EuRoC, promovida pela Agência Espacial Portuguesa, é amplamente reconhecida como a maior e mais prestigiada competição universitária de engenharia aeroespacial da Europa. O evento atrai anualmente centenas de estudantes de topo das melhores universidades do continente, desafiando-os a projetar, construir e lançar os seus próprios foguetões de alta altitude sob os mais estritos padrões de rigor científico e segurança aeroespacial.Devido ao elevado nível de exigência, a organização impõe vários períodos de avaliação eliminatórios. No primeiro grande teste, superado com sucesso, o AERIS apresentou o projeto de engenharia planeado para o futuro, simulações de voo, dados logísticos e operacionais, além da documentação institucional e identificação dos estudantes do ISEL envolvidos.Com apenas nove meses de existência, o AERIS conta já com uma estrutura sólida de 31 membros. A equipa assume com orgulho a superação desta etapa inicial, reconhecendo o enorme valor de competir num palco internacional tão precoce na sua história. Apesar de ciente das limitações naturais de uma equipa jovem, o grupo mantém o foco e o apoio interno necessários para o sucesso. O grande objetivo passa por garantir a participação no evento ainda este ano, mas a meta principal está bem definida: consolidar a estrutura, estabelecer parcerias estratégicas e garantir o desenvolvimento e voo seguro do seu primeiro protótipo.A primeira missão oficial da equipa já tem nome: "Ascent". O objetivo técnico do projeto é atingir o apogeu de 3000 metros de altitude com a máxima precisão possível.De forma a acelerar o desenvolvimento do protótipo e expandir o projeto, o AERIS encontra-se atualmente focado na procura de parceiros tecnológicos e patrocinadores, estando também aberto ao recrutamento de novos membros que queiram juntar-se a este desafio aeroespacial.O progresso do AERIS demonstra a capacidade de inovação e o espírito de iniciativa dos estudantes do ISEL, que continuam a levar a engenharia prática a novas altitudes. Imagens AERIS
O ISEL assinalou, no passado dia 18 de maio, a memória do movimento estudantil, da cultura e da preservação do património histórico da instituição.A iniciativa teve como ponto central a apresentação do livro “Cabo Ruivo: amor e revolta em tempos de revolução”, da autoria de Armando Sousa Teixeira, alumnus do Instituto Industrial de Lisboa (IIL) e dirigente associativo no final da década de 1960. A sessão incluiu ainda a doação ao ISEL do espólio documental de Apolónia Teixeira e de Armando Sousa Teixeira — um conjunto de documentos de elevado valor histórico que contribuirá para preservar a memória do IIL, da sua transformação em ISEL e do Movimento Associativo Estudantil.A luta pelos direitos estudantis antes e depois do 25 de AbrilO evento iniciou-se com um momento musical de acolhimento. Seguiu-se a sessão de abertura, presidida pelo Professor José Nascimento, Presidente do ISEL, que destacou a importância de preservar a memória institucional e de reforçar a ligação entre diferentes gerações da comunidade académica.A apresentação do livro contou com a participação do autor, do prefaciador, Joaquim Judas, e do estudante Humberto Carvalho, Presidente da AEISEL. Entre testemunhos, reflexão histórica e referências autobiográficas, a obra transporta os leitores para um período de intensa mobilização estudantil, entre 1970 e 1975. Este período foi marcado pela luta pelos direitos dos estudantes, pela democratização do ensino e pelas profundas transformações sociais e políticas que antecederam e sucederam ao 25 de Abril.Mais do que revisitar acontecimentos históricos, “Cabo Ruivo” permite compreender de que forma o movimento estudantil contribuiu para a construção de uma sociedade mais democrática e participativa. A obra evidencia também o papel ativo dos estudantes do IIL no processo que conduziu à criação do ISEL, mostrando como a intervenção cívica e associativa marcou a identidade da instituição e ajudou a definir o seu percurso.Um dos momentos simbólicos da sessão foi a recriação teatral da reabertura da Associação de Estudantes do IIL, evocando o plenário realizado a 29 de abril de 1974. A encenação contou com a participação de Apolónia Teixeira e de Válter Soeiro, proporcionando ao público um testemunho vivo da importância do associativismo estudantil durante o período revolucionário.O programa terminou com a atuação da Estudantina Académica do ISEL e com a inauguração de uma exposição documental composta por materiais agora integrados no acervo histórico da instituição. Esta exposição permitiu aos participantes contactar diretamente com documentos e testemunhos ligados à vida académica e associativa da época.Mais do que uma simples apresentação literária, esta iniciativa constituiu um verdadeiro encontro entre passado e presente, sublinhando a importância da memória histórica para compreender os desafios atuais e inspirar as novas gerações. Num tempo em que a participação cívica continua a ser essencial, os testemunhos e as experiências agora preservados recordam o papel transformador que os estudantes podem assumir na construção de uma sociedade mais consciente, democrática e participativa.[flickr-photoset:id=72177720333783378, size=q, num=10]Ver no flickr