O Politécnico de Lisboa inicia, a partir de 1 de agosto de 2026, uma nova etapa da sua história ao passar a designar-se Universidade Politécnica de Lisboa, consolidando um percurso de afirmação institucional e de excelência no ensino superior português.A mudança decorre da entrada em vigor do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) (Lei n.º 32/2026, de 20 de julho), que permite esta alteração às instituições que reúnam os requisitos legalmente definidos. A recente decisão do Conselho de Administração da A3ES de conceder ao IPL acreditação institucional plena confirmou que a instituição cumpre esses requisitos, reconhecendo a sua maturidade institucional e o trajeto percorrido.O relatório da Comissão de Avaliação Externa reconheceu o trabalho desenvolvido pela instituição desde a anterior avaliação, destacando os progressos alcançados ao nível da governação, da consolidação do sistema interno de garantia da qualidade, da articulação entre escolas e serviços, da qualificação do corpo docente, da investigação, da internacionalização e da estratégia institucional implementada, sobretudo no último ano letivo. "Trata-se de um momento histórico para a nossa instituição e também para o ensino superior português", afirma António Belo, presidente do Politécnico de Lisboa."A passagem a Universidade Politécnica de Lisboa resulta do reconhecimento de uma evolução construída ao longo de décadas por todo o subsistema politécnico, que vê plenamente afirmada a sua capacidade para formar ao mais alto nível, produzir conhecimento, desenvolver investigação aplicada, criar inovação e contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país", acrescenta. A adoção da designação Universidade Politécnica de Lisboa assinala o início de um novo ciclo de afirmação institucional para uma comunidade académica composta por cerca de 12 mil estudantes e oito escolas superiores, comprometida com a produção de conhecimento, a formação de excelência e a resposta aos desafios da sociedade.Esta alteração não modifica a natureza da instituição nem a identidade das suas escolas, que mantêm as respetivas designações, projetos educativos e autonomia.Para Jaden Gomes, presidente da Federação Académica do Politécnico de Lisboa (FAIPL), "esta transição representa mais oportunidades e maior reconhecimento para uma instituição com maior capacidade para atrair investigação, financiamento, parcerias internacionais e talento". A designação Universidade Politécnica de Lisboa reforça igualmente o posicionamento nacional e internacional da instituição, potenciando a capacidade para atrair estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores técnicos, especialistas e de gestão, bem como parceiros nacionais e internacionais, captar financiamento competitivo e ampliar a participação em redes e projetos de cooperação, mantendo a identidade e a missão do ensino superior politécnico.A propósito desta alteração, Jaden Gomes considera ainda que "é a prova de que é possível aproximar modelos de ensino sem abdicar da identidade do ensino politécnico, reforçando aquilo que sempre foi a sua maior força: formar profissionais altamente qualificados, inovadores e preparados para transformar a sociedade."A concretização deste objetivo estratégico reforça a capacidade da instituição para responder aos desafios atuais e futuros do ensino superior e reafirma o compromisso com a qualidade do ensino, da investigação, da inovação, da criação artística, da responsabilidade social e da ligação à sociedade. Segundo António Belo, a Universidade Politécnica de Lisboa continuará a afirmar uma identidade própria, assente na formação de natureza politécnica e na estreita articulação entre ensino, investigação aplicada, criação artística, inovação e transferência de conhecimento."Com esta nova etapa, afirmamos uma instituição pública mais forte, mais coesa e mais competitiva, preparada para formar profissionais altamente qualificados, produzir conhecimento e contribuir, de forma decisiva, para o desenvolvimento de Lisboa, do país e da Europa", refere o presidente do Politécnico de Lisboa.Jaden Gomes acrescenta que a passagem a Universidade Politécnica de Lisboa representa, acima de tudo, "o reconhecimento de um percurso construído ao longo de décadas. É uma mudança que valoriza o passado, faz justiça ao trabalho de milhares de estudantes, docentes e trabalhadores e ajuda a ultrapassar uma visão que, durante muitos anos, desvalorizou o ensino politécnico. Hoje sabemos que essa distinção deixou de fazer sentido." António Belo sublinha ainda que esta nova etapa resulta do empenho e da dedicação de várias gerações de estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores técnicos, especialistas e de gestão, cujo contributo foi determinante para o percurso de afirmação da instituição."A passagem a Universidade Politécnica de Lisboa não representa uma mudança de identidade; representa, antes, a valorização da identidade politécnica e o reforço da responsabilidade que assumimos perante a sociedade", conclui António Belo.Nos próximos meses vai ter início o processo de adaptação dos Estatutos e dos regulamentos internos ao novo enquadramento jurídico, assegurando uma transição gradual, participada e alinhada com o novo RJIES. Texto e imagens GCI/IPL
O ISEL acaba de reforçar a sua infraestrutura científica com a aquisição de um espectrómetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de 80 MHz, modelo SPINSOLVE 80 Multi-X ULTRA.A aquisição, realizada no âmbito do projeto de infraestruturas científicas C4G – Colaboratório para as Geociências (LISBOA2030-FEDER-01318000), representa um investimento estratégico que amplia consideravelmente o leque de técnicas de caracterização disponíveis na instituição. O novo equipamento permite a análise de nove núcleos ativos — ¹H, ¹³C, ³¹P, ¹⁹F, ⁷Li, ²³Na, ¹⁵N, ²⁷Al e ¹¹⁹Sn —, abrindo portas a um vasto espectro de aplicações em investigação e desenvolvimento.Entre as principais vantagens desta tecnologia destacam-se o seu caráter não invasivo e não destrutivo, bem como a versatilidade na análise de múltiplas matrizes, desde amostras aquosas e solos até tecidos biológicos. Estas características tornam a RMN uma ferramenta complementar de elevado valor para projetos nas áreas da química, geociências e ambiente, materiais e ainda ciências da vida.De um ponto de vista estratégico do C4G, a aquisição deste equipamento é o primeiro passo para complementar as infraestruturas existentes na anterior operação do C4G com química ambiental de elevada qualidade. A sua aquisição vem valorizar os estudos de geoquímica e química analítica, na medida em que contribui para um melhor conhecimento sobre a composição, estrutura e dinâmica de materiais orgânicos e inorgânicos, incluindo materiais relevantes para as geociências, como os produtos da fusão de silicatos e soluções aquosas.Este novo equipamento possibilita uma maior colaboração entre as diferentes Unidades de Investigação e Desenvolvimento associadas ao ISEL. Potencia, ainda, novas linhas de cooperação e de articulação com outras Unidades de Investigação e Desenvolvimento a nível nacional, nomeadamente com aquelas que integram a anterior operação C4G, e também a nível internacional, promovendo projetos conjuntos, intercâmbio de conhecimento e a contribuição para a formação de recursos humanos qualificados.Funding:
O ISEL integrou uma missão técnica à Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), entre os dias 14 e 16 de julho, no âmbito dos trabalhos de elaboração do futuro Plano de Transformação Digital daquela instituição de ensino superior.A missão, constituída pelos docentes António Serrador (DEETC/ISEL) e Nuno Cruz (DEI/ISEL), especialistas nas áreas da informática e das redes de comunicações, teve como objetivo avaliar as infraestruturas tecnológicas, os sistemas de informação, as plataformas digitais e a capacidade institucional da Uni-CV. Ao longo da visita, a equipa analisou o centro de dados da universidade, os sistemas internos e as plataformas de ensino a distância, tendo ainda recolhido contributos de estudantes, administrativos, docentes e investigadores, assim como dos operadores de telecomunicações de Cabo Verde.O trabalho desenvolvido servirá de base à definição de uma estratégia integrada de modernização digital da Uni-CV, estabelecendo um roteiro para a evolução dos seus serviços, infraestruturas e processos, com impacto direto na experiência da comunidade académica.No âmbito da missão, realizou-se também um encontro no Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação (MEFPESCI), que contou com a presença do Ministro, Professor Doutor Arnaldo Brito, da Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Astrigilda Silveira, e da comissão responsável pela elaboração de projetos estratégicos na área da transformação digital da universidade.Durante a reunião, foram apresentados os objetivos e o enquadramento do trabalho em curso. A Reitora da Uni-CV reiterou a disponibilidade da universidade para reforçar o seu papel enquanto parceira estratégica do Estado cabo-verdiano na concretização das metas definidas pelo Governo. Por sua vez, o Ministro destacou a importância do Ensino Superior na construção de uma sociedade assente no conhecimento, na inovação e na transformação digital, reafirmando o compromisso governamental com o fortalecimento das instituições de ensino superior e com a criação de mais oportunidades de acesso e sucesso académico para os jovens cabo-verdianos.A missão incluiu, ainda, visitas ao TechPark CV – Parque Tecnológico Arquipélago Digital de Cabo Verde e à NOSi – Núcleo Operacional Para a Sociedade de Informação EPE, entidades de referência no ecossistema digital cabo-verdiano. Durante o encontro de trabalho, foram apresentadas as infraestruturas tecnológicas, as principais iniciativas em curso e a estratégia da NOSi no domínio da transformação digital. A reunião permitiu reforçar a parceria, tendo sido manifestada a intenção de aprofundar a colaboração nas áreas da inovação tecnológica, da capacitação e da transformação digital, com a constituição de uma equipa de trabalho conjunta para dar seguimento às iniciativas identificadas.No final de setembro de 2026, está prevista uma visita da magnifica Reitora da Uni-CV ao ISEL.Fotografias: Universidade de Cabo Verde e Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação
No âmbito do Encontro IPL INOV 2026 – Práticas Pedagógicas Inspiradoras no Ensino Superior, realizado no dia 6 de julho, na Escola Superior de Saúde de Lisboa, e que integrou uma Mostra de Inovação Pedagógica dedicada à divulgação de práticas, projetos, recursos, tecnologias e experiências inovadoras no ensino superior, a Professora Isabel João (DEQ/ISEL) apresentou o projeto pedagógico inovador que coordena, intitulado “CAPTA-CE: Catapultas Aplicadas para Planeamento Experimental, Testes e Aprendizagem Centrada nos Estudantes”.O CAPTA-CE utiliza catapultas como ferramenta pedagógica para transformar a teoria em prática, promovendo uma aprendizagem ativa, motivadora e centrada no estudante. Esta abordagem contribui para preparar os estudantes para a resolução de problemas reais, reforçando competências essenciais no âmbito do Design of Experiments (DoE), com base na metodologia Hands-on Learning.Desenvolvido na unidade curricular de Técnicas Avançadas da Qualidade, do Mestrado em Engenharia da Qualidade e Ambiente do ISEL, o projeto destaca-se pela sua versatilidade, podendo ser aplicado noutras unidades curriculares, como Métodos de Controlo e Gestão da Qualidade, tornando a aprendizagem mais experimental e significativa.Além de potenciar uma maior participação dos estudantes, o projeto promove uma maior confiança na aplicação dos conhecimentos teóricos e reforça a ligação ao contexto profissional.Fotografia: Politécnico de Lisboa
O Auditório Principal do ISEL recebeu, no dia 11 de julho, a apresentação oficial do novo protótipo elétrico da equipa ISEL Formula Student, o IFS 06, num evento que reuniu estudantes, docentes, parceiros e convidados para assinalar mais uma etapa na evolução do projeto.A sessão teve início com as intervenções institucionais do Presidente do ISEL, Professor José Nascimento, e da Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), Professora Cristina Borges, que destacaram a importância da Formula Student enquanto projeto de excelência académica, inovação tecnológica e desenvolvimento de competências técnicas e humanas dos estudantes.O momento alto do evento aconteceu durante o tradicional rollout, em que foi revelado o novo veículo desenvolvido ao longo do último ano pela equipa multidisciplinar da ISEL Formula Student. Perante uma plateia entusiasmada, os membros da equipa apresentaram as principais características do IFS 06, bem como as soluções de engenharia e as inovações introduzidas nos diferentes sistemas do veículo. Uma das novidades foi a introdução de um pacote aerodinâmico com coeficiente de lift de -1.95, aliado a uma redução de peso total em cerce de 5%, o que permitirá a equipa ser mais competitiva nas provas dinâmicas, com uma redução de tempos estimada de 0.1s em aceleração e 0.2s em skidpad.Durante a apresentação foram ainda destacadas as melhorias implementadas face às versões anteriores, que serão avaliadas em contexto competitivo nas próximas participações da equipa nas provas de Formula Student Portugal e Formula Student Austria, duas das mais prestigiadas competições universitárias de engenharia automóvel a nível internacional.O IFS 06 resulta do empenho e dedicação dos estudantes envolvidos no projeto, contando igualmente com o apoio do ISEL, do IPL e dos seus parceiros e patrocinadores. A participação nestas competições internacionais constitui uma oportunidade única para colocar à prova o trabalho realizado, validar soluções de engenharia em ambiente real e representar o ISEL além-fronteiras. Com a apresentação do novo protótipo, a equipa ISEL Formula Student inicia agora uma nova fase da época, focada na preparação para as competições e na demonstração do potencial tecnológico do IFS 06.[flickr-photoset:id=72177720334694680, size=q, num=10]Ver no flickr
Entre os dias 6 e 10 de julho de 2026, o ISEL promoveu mais uma edição da ISEL Energy Week (IEW), uma iniciativa que proporcionou a estudantes do ensino secundário e ensino superior uma experiência imersiva no setor das energias renováveis, combinando aprendizagem, contacto direto com a indústria e trabalho em equipa.Ao longo de cinco dias, os participantes embarcaram numa verdadeira roadtrip pelo país para conhecer infraestruturas e projetos que desempenham um papel fundamental na transição energética. O programa incluiu visitas a centrais fotovoltaicas, instalações hidroelétricas, parques eólicos, sistemas híbridos de produção de energia e outras infraestruturas estratégicas normalmente fora do alcance do público em geral.On the roadA semana teve início no campus do ISEL, com a receção dos participantes, constituição das equipas e uma visita aos laboratórios da instituição. O primeiro contacto com o setor empresarial realizou-se nas instalações da Siemens, em Corroios, onde os estudantes conheceram soluções inovadoras de carregamento para veículos elétricos.Nos dias seguintes, os participantes percorreram várias regiões do país, passando por locais de referência do setor energético nacional. Em Sines, visitaram o terminal de gás natural da REN e a subestação de alta tensão associada ao complexo portuário. Em Mértola, tiveram oportunidade de conhecer um projeto de hibridização de tecnologias renováveis e o Parque Eólico do Baixo Alentejo. Já em Alqueva, o destaque foi para a visita ao sistema solar flutuante e a solução híbrida desenvolvida pela EDP, um dos projetos mais inovadores da Europa na integração de energias renováveis. O programa incluiu, ainda, visitas a uma central mini-hídrica e a um parque fotovoltaico na região de Serpa.Para complementar as visitas técnicas, especialistas e representantes das empresas parceiras partilharam com os estudantes a sua visão sobre os desafios, oportunidades e tendências do setor energético, aproximando-os da realidade profissional e das competências exigidas num mercado em rápida transformação.Ao longo da semana, as equipas foram desafiadas a realizar diversas atividades, promovendo a partilha de conhecimento, o espírito de cooperação e o desenvolvimento de competências transversais. A equipa vencedora foi anunciada no último dia da iniciativa, numa sessão de encerramento realizada no ISEL.Mais do que uma visita de estudo, a ISEL Energy Week 2026 constituiu uma oportunidade única para os participantes observarem, em contexto real, tecnologias essenciais para a transição energética e compreenderem os desafios que moldam o futuro da produção, transporte, armazenamento e utilização da energia. [flickr-photoset:id=72177720334722924, size=q, num=10]Ver no flickr