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Notícias
O Professor Nuno Cota (DEETC/ISEL) participou num encontro promovido pelo Presidente da República sobre prevenção e resposta a fenómenos naturais, no Palácio de Belém, que reuniu mais de duas dezenas de especialistas de diferentes áreas científicas e técnicas. O docente, especialista e investigador nas áreas da resiliência das comunicações e das comunicações de emergência, contribuiu com o seu know how e experiência técnica para os objetivos centrais da sessão, que passaram pela partilha de conhecimento, convergência de perspetivas e identificação de estratégias orientadas para a prevenção e resposta a futuros fenómenos naturais, com particular enfoque nos sistemas de comunicações e na sua resiliência em cenários de emergência.A iniciativa teve lugar na sequência da Presidência Aberta realizada nas regiões da Zona Centro do país recentemente afetadas por intempéries e contou com a presença de especialistas dos domínios da energia, telecomunicações, comunicações de emergência, agricultura, florestas, incêndios florestais, infraestruturas, clima, sustentabilidade e ambiente, paisagem, biodiversidade e conservação da natureza.A reunião deu cumprimento ao compromisso assumido pelo Chefe de Estado após a visita às áreas afetadas, permitindo ouvir propostas concretas e promover um diálogo multidisciplinar entre especialistas, com vista à definição de soluções sustentáveis e eficazes para os desafios atualmente enfrentados pelo país.A participação do Professor Nuno Cota reflete o envolvimento ativo do ISEL na cooperação entre a academia e as entidades públicas, contribuindo com conhecimento científico para a definição de soluções em áreas estruturantes para o país.Fotografias: Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República
O ISEL e o Politécnico de Lisboa (IPL) estão envolvidos, desde o primeiro momento, na iniciativa nacional C‑Academy, promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), assumindo um papel ativo na qualificação e requalificação de recursos humanos com vista à excelência na área da cibersegurança.A C‑Academy enquadra‑se no Regime Jurídico da Segurança do Ciberespaço e tem como destinatários prioritários a administração pública, os operadores de infraestruturas críticas, os operadores de serviços essenciais e os prestadores de serviços digitais. No âmbito desta iniciativa, o ISEL foi responsável pelo desenvolvimento dos materiais pedagógicos e técnicos de três cursos especialmente concebidos para o percurso formativo da C‑Academy: Princípios Técnicos de Cibersegurança, Engenharia de Software Seguro e Fundamentos de Redes de Computadores. Estes cursos contaram com o envolvimento direto dos docentes José Simão e Nuno Cruz (DEI/FIT/ISEL), reforçando a ligação entre o conhecimento académico, a prática técnica e as necessidades concretas do ecossistema nacional de cibersegurança.Este contributo constitui uma extensão da missão do ISEL na difusão da ciência e da tecnologia, colocando ao serviço da comunidade uma oferta educativa ajustada às exigências atuais de formação avançada em cibersegurança. Estes temas são igualmente abordados de forma estruturada nas licenciaturas e mestrados do DEI e do DEETC, em percursos formativos ligados ao desenvolvimento de software, à cibersegurança e às redes de computadores, consolidando uma estratégia institucional coerente e integrada. Este ano, foram já realizadas três novas ações de formação no âmbito da C‑Academy. As sessões do módulo de Engenharia de Software Seguro registaram a participação de entidades públicas e privadas, com especial destaque para várias organizações da Região Autónoma da Madeira, numa iniciativa dinamizada pelo Gabinete Regional para a Conformidade Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança (GCPD). Este módulo, único a nível nacional, distingue‑se pela sua forte componente prática, cobrindo temas que vão desde a modelação de software aos processos e ferramentas de deteção e mitigação de vulnerabilidades de segurança.
Equipa internacional de cientistas britânicos, espanhóis e portugueses, da qual fazem parte os docentes do ISEL, Graça Silveira e Nuno Dias (DF/ISEL), publicou um estudo na Nature Communications (leia aqui).Cientistas descobriram que as grandes falhas geológicas podem simultaneamente guiar a ascensão do magma e ajudar a impedir erupções. O artigo foi publicado na revista Nature Communications.Uma equipa internacional estudou um episódio intenso de instabilidade vulcano-tectónica que afetou a ilha de São Jorge, nos Açores, em março de 2022. Recorrendo a localizações de alta precisão dos sismos registados por sismómetros a operar nas ilhas e no fundo oceânico, bem como à a deformação do terreno medida por radar de satélite e dados GNSS, os investigadores reconstruíram com detalhe o movimento do magma na subsuperfície.O estudo mostrou que uma intrusão laminar vertical de magma, designada por dique, ascendeu rapidamente desde profundidades superiores a 20 km até estabilizar a apenas 1,6 km sob a ilha. Grande parte dessa ascensão ocorreu com reduzida atividade sísmica, sendo a maioria dos sismos registados apenas após a ascensão do magma ter parado.“Esta foi uma intrusão discreta”, afirmou o autor principal Stephen Hicks, da University College London. “O magma deslocou-se rapidamente através da crosta, mas grande parte do seu percurso foi silencioso, o que dificulta prever se ocorrerá uma erupção.”As observações por satélite mostraram que a superfície do complexo vulcânico sofreu uma elevação de 6 cm, confirmando a entrada de magma na crosta superficial. No entanto, a intrusão não chegou à superfície, resultando no que os cientistas designam como uma “erupção falhada”. Este tipo de intrusões contribui para o crescimento das ilhas, e os mapas sísmicos de elevada resolução produzidos neste estudo mostram pela primeira vez em detalhe como este processo acontece.O magma ascendeu através de um dos principais sistemas de falhas da ilha, a Zona de Falha do Pico do Carvão. Ao estudar vestígios geológicos deixados por sismos antigos, os cientistas já tinham descoberto que este sistema de falhas tinha produzido grandes sismos no passado. Contudo, em vez de um único sismo de grande magnitude, a instabilidade associada à ascensão do magma gerou numerosos sismos de pequena magnitude, concentrados ao longo da falha.A equipa interpretou que a falha terá ajudado a orientar a ascensão do magma e poderá também ter permitido a fuga lateral de gases e fluidos, reduzindo a pressão no sistema magmático e contribuindo para travar a sua progressão.“A falha funcionou simultaneamente como uma autoestrada e uma fuga”, afirmou Pablo J. González, coautor do estudo, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IPNA-CSIC), em Tenerife. “Ajudou o magma a subir, mas também terá contribuído para evitar uma erupção.”Os resultados mostram que grandes intrusões magmáticas podem ocorrer rapidamente e quase sem aviso prévio, e que as grandes falhas geológicas podem influenciar fortemente se o magma entra em erupção ou fica retido em profundidade — informações essenciais para melhorar a avaliação do risco vulcânico.“Este estudo apoiou as autoridades locais na avaliação de um potencial risco vulcânico, sublinhando o valor da combinação de dados geofísicos terrestres e marinhos para uma deteção e localização mais precisas de sismos e deformação do solo”, afirmou Ricardo Ramalho, coautor da Cardiff University.“Garantir financiamento urgente do NERC para aceder a equipamento da sua Geophysical Equipment Facility (GEF), juntamente com apoio adicional de Portugal, foi um enorme esforço coletivo e um exemplo claro de cooperação transnacional entre instituições académicas e civis em Portugal, no Reino Unido e em Espanha”, afirmou Ana Ferreira, coautora da UCL.Contribuição do Instituto Dom Luiz (IDL)O IDL deu uma contribuição fundamental para este estudo, tanto ao nível da recolha dos dados como também na sua análise. Em particular, o IDL instalou rapidamente uma rede de cerca de 20 sismómetros e 5 receptores geodésicos GNSS na ilha de São Jorge, recorrendo a um conjunto de equipamentos partilhado entre a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) (sismómetros) e a Universidade da Beira Interior (UBI) (receptores GNSS). Estas instalações rápidas complementaram as redes permanentes existentes, proporcionando uma cobertura crítica das fases iniciais da crise e contribuindo para a sua caracterização de elevada resolução.Este trabalho foi financiado por projetos de investigação de:Natural Environment Research Council (NERC; Reino Unido)European Research Council (ERC)Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT; Portugal)Agencia Estatal de Investigación (Espanha)Governo Regional dos Açores, com apoio no trabalho de campo para a instalação offshore fornecido pela Marinha Portuguesa.O equipamento geofísico foi disponibilizado pela Geophysical Equipment Facility (GEF) do NERC (Seis-UK para sismómetros e OBIC para sismómetros de fundo oceânico), e pelo Instituto Dom Luiz através dos seus pólos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e na Universidade da Beira Interior (UBI).As seguintes instituições estiveram envolvidas no trabalho: University College London (UCL; Reino Unido), Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IPNA-CSIC; Espanha), Cardiff University (Reino Unido), University of Manchester (Reino Unido), Universidade de Lisboa (Portugal), Instituto Politécnico de Lisboa (Portugal), Universidade de Évora (Portugal), Universidade da Beira Interior (Portugal), Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA; Portugal), Universidade do Algarve (Portugal), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA; Portugal), AIR Centre (Portugal), C4G (Portugal).Fotografias: Ricardo Ramalho
O ISEL acolheu, no dia 23 de março, uma sessão promovida pela Vodafone, no âmbito da unidade curricular de Planeamento e Otimização de Redes Móveis. A iniciativa contou com a participação de estudantes finalistas da Licenciatura em Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações (LEIRT) e do Mestrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações (MEET).Com a duração de três horas, a sessão teve início com uma palestra dedicada à evolução e aos principais desafios das tecnologias de comunicações móveis de 2.ª, 4.ª e 5.ª geração (2G, 4G e 5G). Foi igualmente apresentada uma ferramenta de captação de medidas rádio utilizada na recolha de dados em contexto real, proporcionando aos estudantes uma perspetiva prática sobre as metodologias utilizadas no terreno.Numa segunda fase, os alunos tiveram a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos, realizando medições rádio no campus do ISEL, com recurso ao equipamento de medida cedido pela Vodafone. Os dados recolhidos serão, posteriormente, tratados e integrados na componente de projeto da unidade curricular, reforçando a ligação entre teoria e prática.Esta iniciativa está enquadrada no protocolo de cooperação entre o ISEL e a Vodafone e tem como objetivo estimular o desenvolvimento da área científica das telecomunicações. No seguimento desta colaboração, estão ainda previstas, para o mês de maio, visitas de estudo a uma estação base de acesso rádio e a um Data Center deste operador de comunicações, permitindo aos estudantes o contacto direto com diferentes infraestruturas de telecomunicações.O ISEL expressa o seu agradecimento à Eng.ª Diana Caiado, Mobile Access I Design and Planning Manager da Vodafone, à Eng.ª Paula Fernandes e ao Eng. Pedro Nobre, pela colaboração no âmbito das iniciativas desenvolvidas.Veja o álbum de fotografias no Flickr.
O Laboratório de Microsismologia e Física de Rochas (SRP Lab) do ISEL consolida a sua posição científica com a aquisição de um instrumento de alta precisão para a medição da susceptibilidade magnética, único em Portugal.A aquisição deste susceptibilímetro resulta do financiamento atribuído ao projeto de infraestruturas C4G, no âmbito do concurso Lisboa 2030 – FEDER (Ref: Lisboa20230-24-15), liderado pelo ISEL em parceria com a FCUL e o IST. O SRP Lab é um dos laboratórios do pólo do Instituto Dom Luiz no ISEL (IDL@ISEL), integrando também as redes de infraestruturas científicas em Portugal - Colaboratório para as Geociências (C4G) - e na Europa - European Plate Observing System (EPOS).   Este susceptibilímetro modelo KLY5, da empresa checa AGICO, é considerado o instrumento de laboratório comercialmente disponível mais sensível para medir a susceptibilidade magnética (em amostras sólidas ou líquidas) e a anisotropia da susceptibilidade magnética (ASM). Opera a uma frequência de 1220 Hz com possibilidade de variação de campo aplicado entre 5 e 750 A/m com precisão da ordem de 10-8 SI (a 400 A/m). Em especial, permite a medição absoluta das componentes em fase e fora de fase (ângulo) da susceptibilidade magnética.O KLY5 está equipado com uma câmara que permite o estudo da variação da susceptibilidade magnética em função da temperatura entre -192º C e 700º C em atmosfera de ar, ou de árgon. O processo de medição é contínuo e automatizado. Os resultados obtidos nestes ciclos térmicos permitem encontrar as temperatura de Curie e diferenciar as contribuições ferromagnética e paramagnética da suscetibilidade total, possibilitando uma análise fina de mineralogia magnética. A aquisição deste instrumento reforça significativamente as capacidades do SRP Lab e do grupo de investigadores do IDL@ISEL, apoiando a investigação fundamental desenvolvida nos grupos  “RG2 – Ocean, Coastal and Land Surface Processes” e “RG3 – Solid Earth Dynamics”, do IDL. Possibilita uma maior colaboração com os restantes grupos do IDL, nos seus diferentes pólos, nomeadamente nas áreas de magnetismo de materiais, geomagnetismo - incluindo paleomagnetismo, mineralogia magnética, entre outros, e magnetismo ambiental - abrangendo a caracterização magnética de solos e biocolectores.A existência deste novo equipamento permitirá, ainda, novas linhas de cooperação e de articulação do SRP Lab do IDL com outras Unidades de Investigação e Desenvolvimento, tanto a nível nacional como internacional, promovendo projetos conjuntos, o intercâmbio de conhecimento e a contribuição para a formação de recursos humanos qualificados. Saiba mais sobre o instrumento (AGICO), aqui.Saiba mais sobre o Laboratório de Microsismologia e Física de Rochas (ISEL), aqui.
No dia 14 de abril, decorreu, no ISEL, a inauguração da Exposição do Anuário da Lusa, uma mostra patente no átrio principal do edifício P que reúne uma das fotografias mais marcantes captadas pelos fotojornalistas da Agência Lusa em 2025, complementada por imagens de arquivo que percorrem quatro décadas da atividade da agência, que celebra este ano o seu 40.º aniversário.A iniciativa, promovida pelo World Action ISEL (WAI), evidencia o papel central do fotojornalismo enquanto documento histórico, instrumento de informação e meio de reflexão crítica, oferecendo ao público uma perspectiva singular sobre a atualidade e sobre a evolução recente da sociedade portuguesa e global.A sessão inaugural integrou uma conversa pública que contou com a presença de Joaquim Carreira, Presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa, Paulo Carriço, editor coordenador do Departamento de Fotografia e Multimédia da Lusa, e André Kosters, fotojornalista da agência. José Nascimento, Presidente do ISEL, e António Teófilo, docente e mentor do grupo WAI, deram início ao evento, destacando a importância da reflexão sobre o significado da imagem, da informação e da responsabilidade social dos media.Os intervenientes refletiram sobre o significado da informação de qualidade numa época marcada pela rapidez da circulação de conteúdos, pela desinformação e pelo impacto crescente da inteligência artificial na produção noticiosa, perante uma audiência contou com a participação de estudantes, docentes e não docentes. Foi sublinhado o papel da Agência Lusa enquanto fonte primária e certificadora de factos, essencial para garantir credibilidade, rigor e confiança na informação difundida pelos órgãos de comunicação social.Joaquim Carreira destacou a missão pública da Lusa e a sua presença em todo o território nacional e em vários países, reforçando o seu contributo para a coesão informativa e democrática. Paulo Carriço abordou os desafios específicos do fotojornalismo contemporâneo, nomeadamente a necessidade de preservar a ética da imagem, a contextualização das fotografias e a transparência dos processos editoriais, num cenário em que a manipulação visual se torna cada vez mais sofisticada. Por sua vez, André Kosters partilhou a experiência prática do trabalho de campo de um fotojornalista, refletindo sobre a evolução tecnológica da fotografia, a passagem do analógico para o digital e a responsabilidade acrescida de contar histórias reais através da imagem, mantendo a integridade jornalística. Foi igualmente enfatizado que as ferramentas digitais são utilizadas apenas para ajustes técnicos, nunca para alterar o conteúdo informativo das imagens.A conversa reforçou a ideia de que o fotojornalismo não se limita ao registo imediato dos acontecimentos, mas constitui também um arquivo de memória coletiva, fundamental para compreender o passado e interpretar o presente. Num contexto de crescente produção de imagens artificiais, os convidados salientaram a necessidade de reforçar a literacia mediática e o pensamento crítico, tanto por parte dos profissionais como dos cidadãos.Veja o álbum de fotografias no Flickr.