O ISEL acolheu, no dia 23 de março, uma sessão promovida pela Vodafone, no âmbito da unidade curricular de Planeamento e Otimização de Redes Móveis. A iniciativa contou com a participação de estudantes finalistas da Licenciatura em Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações (LEIRT) e do Mestrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações (MEET).Com a duração de três horas, a sessão teve início com uma palestra dedicada à evolução e aos principais desafios das tecnologias de comunicações móveis de 2.ª, 4.ª e 5.ª geração (2G, 4G e 5G). Foi igualmente apresentada uma ferramenta de captação de medidas rádio utilizada na recolha de dados em contexto real, proporcionando aos estudantes uma perspetiva prática sobre as metodologias utilizadas no terreno.Numa segunda fase, os alunos tiveram a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos, realizando medições rádio no campus do ISEL, com recurso ao equipamento de medida cedido pela Vodafone. Os dados recolhidos serão, posteriormente, tratados e integrados na componente de projeto da unidade curricular, reforçando a ligação entre teoria e prática.Esta iniciativa está enquadrada no protocolo de cooperação entre o ISEL e a Vodafone e tem como objetivo estimular o desenvolvimento da área científica das telecomunicações. No seguimento desta colaboração, estão ainda previstas, para o mês de maio, visitas de estudo a uma estação base de acesso rádio e a um Data Center deste operador de comunicações, permitindo aos estudantes o contacto direto com diferentes infraestruturas de telecomunicações.O ISEL expressa o seu agradecimento à Eng.ª Diana Caiado, Mobile Access I Design and Planning Manager da Vodafone, à Eng.ª Paula Fernandes e ao Eng. Pedro Nobre, pela colaboração no âmbito das iniciativas desenvolvidas.Veja o álbum de fotografias no Flickr.
O Laboratório de Microsismologia e Física de Rochas (SRP Lab) do ISEL consolida a sua posição científica com a aquisição de um instrumento de alta precisão para a medição da susceptibilidade magnética, único em Portugal.A aquisição deste susceptibilímetro resulta do financiamento atribuído ao projeto de infraestruturas C4G, no âmbito do concurso Lisboa 2030 – FEDER (Ref: Lisboa20230-24-15), liderado pelo ISEL em parceria com a FCUL e o IST. O SRP Lab é um dos laboratórios do pólo do Instituto Dom Luiz no ISEL (IDL@ISEL), integrando também as redes de infraestruturas científicas em Portugal - Colaboratório para as Geociências (C4G) - e na Europa - European Plate Observing System (EPOS). Este susceptibilímetro modelo KLY5, da empresa checa AGICO, é considerado o instrumento de laboratório comercialmente disponível mais sensível para medir a susceptibilidade magnética (em amostras sólidas ou líquidas) e a anisotropia da susceptibilidade magnética (ASM). Opera a uma frequência de 1220 Hz com possibilidade de variação de campo aplicado entre 5 e 750 A/m com precisão da ordem de 10-8 SI (a 400 A/m). Em especial, permite a medição absoluta das componentes em fase e fora de fase (ângulo) da susceptibilidade magnética.O KLY5 está equipado com uma câmara que permite o estudo da variação da susceptibilidade magnética em função da temperatura entre -192º C e 700º C em atmosfera de ar, ou de árgon. O processo de medição é contínuo e automatizado. Os resultados obtidos nestes ciclos térmicos permitem encontrar as temperatura de Curie e diferenciar as contribuições ferromagnética e paramagnética da suscetibilidade total, possibilitando uma análise fina de mineralogia magnética. A aquisição deste instrumento reforça significativamente as capacidades do SRP Lab e do grupo de investigadores do IDL@ISEL, apoiando a investigação fundamental desenvolvida nos grupos “RG2 – Ocean, Coastal and Land Surface Processes” e “RG3 – Solid Earth Dynamics”, do IDL. Possibilita uma maior colaboração com os restantes grupos do IDL, nos seus diferentes pólos, nomeadamente nas áreas de magnetismo de materiais, geomagnetismo - incluindo paleomagnetismo, mineralogia magnética, entre outros, e magnetismo ambiental - abrangendo a caracterização magnética de solos e biocolectores.A existência deste novo equipamento permitirá, ainda, novas linhas de cooperação e de articulação do SRP Lab do IDL com outras Unidades de Investigação e Desenvolvimento, tanto a nível nacional como internacional, promovendo projetos conjuntos, o intercâmbio de conhecimento e a contribuição para a formação de recursos humanos qualificados. Saiba mais sobre o instrumento (AGICO), aqui.Saiba mais sobre o Laboratório de Microsismologia e Física de Rochas (ISEL), aqui.
No dia 14 de abril, decorreu, no ISEL, a inauguração da Exposição do Anuário da Lusa, uma mostra patente no átrio principal do edifício P que reúne uma das fotografias mais marcantes captadas pelos fotojornalistas da Agência Lusa em 2025, complementada por imagens de arquivo que percorrem quatro décadas da atividade da agência, que celebra este ano o seu 40.º aniversário.A iniciativa, promovida pelo World Action ISEL (WAI), evidencia o papel central do fotojornalismo enquanto documento histórico, instrumento de informação e meio de reflexão crítica, oferecendo ao público uma perspectiva singular sobre a atualidade e sobre a evolução recente da sociedade portuguesa e global.A sessão inaugural integrou uma conversa pública que contou com a presença de Joaquim Carreira, Presidente do Conselho de Administração da Agência Lusa, Paulo Carriço, editor coordenador do Departamento de Fotografia e Multimédia da Lusa, e André Kosters, fotojornalista da agência. José Nascimento, Presidente do ISEL, e António Teófilo, docente e mentor do grupo WAI, deram início ao evento, destacando a importância da reflexão sobre o significado da imagem, da informação e da responsabilidade social dos media.Os intervenientes refletiram sobre o significado da informação de qualidade numa época marcada pela rapidez da circulação de conteúdos, pela desinformação e pelo impacto crescente da inteligência artificial na produção noticiosa, perante uma audiência contou com a participação de estudantes, docentes e não docentes. Foi sublinhado o papel da Agência Lusa enquanto fonte primária e certificadora de factos, essencial para garantir credibilidade, rigor e confiança na informação difundida pelos órgãos de comunicação social.Joaquim Carreira destacou a missão pública da Lusa e a sua presença em todo o território nacional e em vários países, reforçando o seu contributo para a coesão informativa e democrática. Paulo Carriço abordou os desafios específicos do fotojornalismo contemporâneo, nomeadamente a necessidade de preservar a ética da imagem, a contextualização das fotografias e a transparência dos processos editoriais, num cenário em que a manipulação visual se torna cada vez mais sofisticada. Por sua vez, André Kosters partilhou a experiência prática do trabalho de campo de um fotojornalista, refletindo sobre a evolução tecnológica da fotografia, a passagem do analógico para o digital e a responsabilidade acrescida de contar histórias reais através da imagem, mantendo a integridade jornalística. Foi igualmente enfatizado que as ferramentas digitais são utilizadas apenas para ajustes técnicos, nunca para alterar o conteúdo informativo das imagens.A conversa reforçou a ideia de que o fotojornalismo não se limita ao registo imediato dos acontecimentos, mas constitui também um arquivo de memória coletiva, fundamental para compreender o passado e interpretar o presente. Num contexto de crescente produção de imagens artificiais, os convidados salientaram a necessidade de reforçar a literacia mediática e o pensamento crítico, tanto por parte dos profissionais como dos cidadãos.Veja o álbum de fotografias no Flickr.
O ISEL foi recentemente recebido nas instalações da Thales Portugal, num encontro que reforçou a importância da colaboração estratégica entre o ensino superior e a indústria tecnológica.A visita contou com a presença do Presidente do ISEL, Professor José Nascimento, e do Professor António Serrador, assessor para a área da internacionalização, e constituiu um momento relevante de partilha, diálogo e alinhamento de visões sobre o desenvolvimento de talento, a inovação e os desafios tecnológicos emergentes.O Ensino Superior assume um papel essencial na resposta às exigências atuais do setor tecnológico e na preparação das competências do futuro, nomeadamente em áreas estratégicas como a Defesa, o Aeroespacial e a Cibersegurança. Neste contexto, a cooperação entre a academia e empresas de referência internacional, como a Thales, permite aproximar o conhecimento científico da sua aplicação prática, potenciando impacto real na sociedade e na economia.Neste enquadramento, importa destacar a constituição do grupo de trabalho ISEL Defense, que visa reforçar a intervenção do Instituto nas áreas da Segurança, Espaço e Tecnologias Críticas. Assente em competências consolidadas em engenharia e tecnologias avançadas, este grupo tem como missão dinamizar atividades de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I&D+i) e afirmar o ISEL como parceiro ativo em ecossistemas de inovação e tecnologias de duplo uso.Fotografia: Thales Portugal
O ISEL e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) assinaram, no passado dia 27 de março, um protocolo de cooperação institucional, reforçando uma parceria estratégica no domínio do ensino, investigação e inovação em engenharia e tecnologia.A cerimónia decorreu no Campus do Palmarejo Grande da Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia, coincidindo com a tomada de posse da nova Reitora da Uni-CV, a Professora Astrigilda Pires Rocha Silveira. Este momento constituiu o primeiro ato formal do seu mandato, tendo o ISEL estado representado pelo Professor António Serrador, assessor para a internacionalização.Cooperação nas áreas da engenharia, inovação e transformação digitalO acordo estabelece um quadro alargado de cooperação que inclui a mobilidade académica de estudantes, docentes e pessoal técnico; a cooperação na transformação digital e capacitação técnica; o desenvolvimento de projetos de investigação aplicada e inovação; a coorientação de trabalhos académicos; a participação conjunta em projetos internacionais; e a organização de seminários, workshops e outras iniciativas científicas.Durante a cerimónia, a Reitora da Uni-CV destacou a importância da transição digital e da inteligência artificial como eixos estruturantes da parceria, sublinhando a necessidade de envolver toda a comunidade académica na concretização dos projetos previstos.Uma parceria com raízes académicas sólidasNa cerimónia, António Lobo de Pina, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-CV, recordou que o contacto inicial entre as duas instituições surgiu no âmbito da criação da licenciatura em Engenharia Civil da Universidade de Cabo Verde, a primeira parceria académica entre a Uni-CV e o ISEL, destacando a instituição portuguesa como uma referência no ensino prático e aplicado da engenharia.Já o Professor António Serrador sublinhou o simbolismo da presença institucional no primeiro dia de mandato da nova Reitora, reforçando o compromisso do ISEL com a cooperação académica no espaço da CPLP e no contexto europeu.A cerimónia contou ainda com a presença de Pró-Reitores, dirigentes de unidades orgânicas e serviços técnicos da Uni-CV, bem como docentes e investigadores das áreas tecnológicas.Fotografia: Uni-CV
A exposição “Coleção de Topografia: instrumentos e técnicas”, patente na Biblioteca do ISEL de 1 de abril a 30 de junho, convida a uma viagem pela história da medição do território, destacando peças de elevado valor científico e pedagógico do acervo da instituição.Esta mostra pretende não só dar a conhecer os instrumentos históricos que compõem a coleção de Topografia, mas também livros antigos da área, verdadeiros testemunhos do saber técnico de outras épocas, nos quais se documentam métodos, cálculos e princípios fundamentais que sustentaram a evolução desta área. Estas obras complementam a exposição, ao oferecerem uma perspetiva teórica e histórica, permitindo aos visitantes explorar não apenas os instrumentos, mas também o conhecimento que orientava a sua utilização.A exposição constitui uma oportunidade única para descobrir o património técnico-científico do ISEL e compreender como, antes da era digital, se media e representava o mundo com notável precisão.