O ISEL acolhe a exposição itinerante “A Água e os ODS”, uma iniciativa cedida pelo Museu da Água da EPAL, que convida toda a comunidade a refletir sobre o papel central da água na construção de um futuro mais sustentável.De forma acessível e informativa, a exposição estabelece a ligação entre a gestão sustentável da água e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas. Através de painéis explicativos e conteúdos visuais, são abordados temas como o acesso universal à água potável, o saneamento, a eficiência no uso dos recursos hídricos e a preservação dos ecossistemas aquáticos.Esta iniciativa destaca a importância da engenharia e da inovação na resposta aos desafios globais relacionados com a água, promovendo uma maior consciencialização junto da comunidade académica. Simultaneamente, reforça o compromisso do ISEL com a sustentabilidade e com a formação de profissionais capazes de contribuir para soluções responsáveis e duradouras.A exposição pode ser visitada no átrio do edifício P.
O ISEL inaugurou, esta segunda-feira, 4 de maio, o Innovation Lab sponsored by Siemens and Cadflow, um laboratório de automação e software dedicado exclusivamente a fins educacionais. Este centro foi concebido para impulsionar a investigação e o desenvolvimento avançado, particularmente nas áreas da automação e da engenharia mecânica.Para além de um local onde os estudantes podem testar os seus projetos e teses, o Innovation Lab pretende fomentar a cooperação entre a comunidade académica e os parceiros da indústria, contribuindo para a transformação de conhecimento científico e técnico em soluções práticas que respondam aos desafios do mundo real.Os contributos dos parceirosO contributo da Siemens traduz se no donativo de equipamentos tecnológicos avançados, nomeadamente controladores lógicos programáveis SIMATIC S7 1200, painéis de operador SIMATIC HMI Unified, bem como soluções de conectividade e IoT industrial, entre outros. Estes recursos vão permitir aos alunos do ISEL desenvolver, integrar e testar soluções de automação, digitalização e conectividade, combinando o mundo real e o digital e preparando os de forma concreta para os desafios da Indústria 4.0.Já o apoio da Cadflow materializou-se no donativo de licenças de software de ponta e no acesso a ferramentas líderes de mercado de modelação 3D, simulação, análise de engenharia e manufatura assistida por computador, que permitirão aos estudantes desenvolver soluções desde a conceção inicial até à prototipagem virtual e otimização de produtos.Para além da criação do novo laboratório, as três entidades assinaram ainda um protocolo que prevê o apoio à formação de estudantes e profissionais qualificados nas áreas da engenharia mecânica e especializações em automação. Esta parceria tem como objetivo estimular a colaboração e responder às necessidades das empresas do tecido empresarial português, capacitando os alunos para o mercado de trabalho. José Nascimento, Presidente do ISEL“Esta parceria com a Siemens e a Cadflow representa um marco muito relevante para o ISEL. Somos a primeira instituição que, em conjunto com os parceiros, estabelece um protocolo desta natureza, orientado para a modernização de laboratórios e para a criação de um ambiente de aprendizagem e investigação alinhado com as necessidades da Indústria 4.0 e com a transição para os paradigmas emergentes da Indústria 5.0. Este Innovation Lab reforça de forma decisiva a nossa capacidade de potenciar a inovação, a investigação aplicada e o desenvolvimento de projetos, desde a formação de base até aos Trabalhos Finais de Mestrado e até a programas de doutoramento, recentemente aprovados, nas áreas da mecânica e automação.O ISEL mantém, há muitos anos, uma relação próxima com a Siemens, assente no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos nossos docentes e estudantes, na participação em projetos conjuntos e no sucesso dos nossos alunos em iniciativas e concursos promovidos pela indústria. Muitos dos nossos alumni integram hoje empresas como a Siemens e a Caflow, o que demonstra a forte ligação entre a academia e o tecido empresarial. Este laboratório, equipado com tecnologia de ponta e preparado para evoluir ao longo do tempo, é um investimento no futuro e na dinâmica contínua do conhecimento, permitindo-nos continuar a formar engenheiros altamente qualificados, capazes de responder aos desafios tecnológicos e industriais do país.”Luís Bastos, responsável pela Digital Industries da Siemens Portugal“Ao longo dos mais de 120 anos de presença em Portugal, a Siemens sempre promoveu o conhecimento, com o objetivo de formar e capacitar as próximas gerações de talento, sobretudo nas áreas STEM. Enquanto empresa tecnológica e socialmente responsável, queremos tornar a educação e a tecnologia acessíveis a todos. Fazemo-lo através de parcerias como esta, com o ISEL, que permitirá aos estudantes desenvolver os seus projetos com tecnologia industrial de ponta e aproximarem-se do mercado de trabalho, contribuindo para resolver desafios reais da indústria.Precisamos de uma indústria forte e competitiva, e a digitalização e a automação são fundamentais para que isso aconteça. A indústria é um verdadeiro motor de desenvolvimento do país e, ao preparar os jovens para estes desafios, estamos a investir no seu futuro e no futuro de Portugal.”Rune Bakke, CEO da Vangest “O compromisso com a educação está profundamente enraizado na CADFLOW e no Grupo VANGEST. Enquanto principal representante da Siemens Digital Industries Software em Portugal, construímos ao longo dos anos uma relação sólida e significativa com a academia. Desde o protocolo Engineering Made In Portugal, em 2010, até à criação da primeira Siemens PLM Academy do mundo, em 2014, cada marco reforçou a nossa convicção de que a indústria e a academia devem evoluir em conjunto. O Innovation Lab é o resultado da forte parceria que desenvolvemos com o ISEL. Continuaremos a dotar a próxima geração de engenheiros com as ferramentas, o conhecimento e a confiança de que necessitam para ter sucesso.” [flickr-photoset:id=72177720333488223, size=q, num=10]Ver no flickr
No passado dia 22 de abril, os estudantes do Mestrado em Engenharia Mecânica do ISEL realizaram uma visita às Instalações Técnicas dos Edifícios da Fundação Champalimaud, no âmbito da unidade curricular Manutenção de Instalações Técnicas, promovida pelos docentes Nuno Henriques e Cláudia Casaca (DEM/ISEL). A iniciativa incidiu, particularmente, sobre o Edifício do Centro de Investigação e o novo Edifício do Centro de Cancro do Pâncreas Botton‑Champalimaud e foi orientada pelo Diretor de Manutenção da Fundação Champalimaud, Eng.º Luís Gomes, alumnus do ISEL, acompanhado por vários elementos da sua equipa. Durante a visita, foram apresentadas as principais infraestruturas técnicas dos edifícios, com particular destaque para as práticas de manutenção e exploração, bem como para o papel crítico que estas instalações desempenham no suporte às atividades científicas e clínicas desenvolvidas pela Fundação.Esta visita constituiu uma oportunidade de contacto direto dos estudantes com sistemas técnicos de elevada complexidade, permitindo reforçar a articulação entre os conteúdos teóricos lecionados e a sua aplicação prática em contexto real.
O Professor Nuno Cota (DEETC/ISEL) participou num encontro promovido pelo Presidente da República sobre prevenção e resposta a fenómenos naturais, no Palácio de Belém, que reuniu mais de duas dezenas de especialistas de diferentes áreas científicas e técnicas. O docente, especialista e investigador nas áreas da resiliência das comunicações e das comunicações de emergência, contribuiu com o seu know how e experiência técnica para os objetivos centrais da sessão, que passaram pela partilha de conhecimento, convergência de perspetivas e identificação de estratégias orientadas para a prevenção e resposta a futuros fenómenos naturais, com particular enfoque nos sistemas de comunicações e na sua resiliência em cenários de emergência.A iniciativa teve lugar na sequência da Presidência Aberta realizada nas regiões da Zona Centro do país recentemente afetadas por intempéries e contou com a presença de especialistas dos domínios da energia, telecomunicações, comunicações de emergência, agricultura, florestas, incêndios florestais, infraestruturas, clima, sustentabilidade e ambiente, paisagem, biodiversidade e conservação da natureza.A reunião deu cumprimento ao compromisso assumido pelo Chefe de Estado após a visita às áreas afetadas, permitindo ouvir propostas concretas e promover um diálogo multidisciplinar entre especialistas, com vista à definição de soluções sustentáveis e eficazes para os desafios atualmente enfrentados pelo país.A participação do Professor Nuno Cota reflete o envolvimento ativo do ISEL na cooperação entre a academia e as entidades públicas, contribuindo com conhecimento científico para a definição de soluções em áreas estruturantes para o país.Fotografias: Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República
O ISEL e o Politécnico de Lisboa (IPL) estão envolvidos, desde o primeiro momento, na iniciativa nacional C‑Academy, promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), assumindo um papel ativo na qualificação e requalificação de recursos humanos com vista à excelência na área da cibersegurança.A C‑Academy enquadra‑se no Regime Jurídico da Segurança do Ciberespaço e tem como destinatários prioritários a administração pública, os operadores de infraestruturas críticas, os operadores de serviços essenciais e os prestadores de serviços digitais. No âmbito desta iniciativa, o ISEL foi responsável pelo desenvolvimento dos materiais pedagógicos e técnicos de três cursos especialmente concebidos para o percurso formativo da C‑Academy: Princípios Técnicos de Cibersegurança, Engenharia de Software Seguro e Fundamentos de Redes de Computadores. Estes cursos contaram com o envolvimento direto dos docentes José Simão e Nuno Cruz (DEI/FIT/ISEL), reforçando a ligação entre o conhecimento académico, a prática técnica e as necessidades concretas do ecossistema nacional de cibersegurança.Este contributo constitui uma extensão da missão do ISEL na difusão da ciência e da tecnologia, colocando ao serviço da comunidade uma oferta educativa ajustada às exigências atuais de formação avançada em cibersegurança. Estes temas são igualmente abordados de forma estruturada nas licenciaturas e mestrados do DEI e do DEETC, em percursos formativos ligados ao desenvolvimento de software, à cibersegurança e às redes de computadores, consolidando uma estratégia institucional coerente e integrada. Este ano, foram já realizadas três novas ações de formação no âmbito da C‑Academy. As sessões do módulo de Engenharia de Software Seguro registaram a participação de entidades públicas e privadas, com especial destaque para várias organizações da Região Autónoma da Madeira, numa iniciativa dinamizada pelo Gabinete Regional para a Conformidade Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança (GCPD). Este módulo, único a nível nacional, distingue‑se pela sua forte componente prática, cobrindo temas que vão desde a modelação de software aos processos e ferramentas de deteção e mitigação de vulnerabilidades de segurança.
Equipa internacional de cientistas britânicos, espanhóis e portugueses, da qual fazem parte os docentes do ISEL, Graça Silveira e Nuno Dias (DF/ISEL), publicou um estudo na Nature Communications (leia aqui).Cientistas descobriram que as grandes falhas geológicas podem simultaneamente guiar a ascensão do magma e ajudar a impedir erupções. O artigo foi publicado na revista Nature Communications.Uma equipa internacional estudou um episódio intenso de instabilidade vulcano-tectónica que afetou a ilha de São Jorge, nos Açores, em março de 2022. Recorrendo a localizações de alta precisão dos sismos registados por sismómetros a operar nas ilhas e no fundo oceânico, bem como à a deformação do terreno medida por radar de satélite e dados GNSS, os investigadores reconstruíram com detalhe o movimento do magma na subsuperfície.O estudo mostrou que uma intrusão laminar vertical de magma, designada por dique, ascendeu rapidamente desde profundidades superiores a 20 km até estabilizar a apenas 1,6 km sob a ilha. Grande parte dessa ascensão ocorreu com reduzida atividade sísmica, sendo a maioria dos sismos registados apenas após a ascensão do magma ter parado.“Esta foi uma intrusão discreta”, afirmou o autor principal Stephen Hicks, da University College London. “O magma deslocou-se rapidamente através da crosta, mas grande parte do seu percurso foi silencioso, o que dificulta prever se ocorrerá uma erupção.”As observações por satélite mostraram que a superfície do complexo vulcânico sofreu uma elevação de 6 cm, confirmando a entrada de magma na crosta superficial. No entanto, a intrusão não chegou à superfície, resultando no que os cientistas designam como uma “erupção falhada”. Este tipo de intrusões contribui para o crescimento das ilhas, e os mapas sísmicos de elevada resolução produzidos neste estudo mostram pela primeira vez em detalhe como este processo acontece.O magma ascendeu através de um dos principais sistemas de falhas da ilha, a Zona de Falha do Pico do Carvão. Ao estudar vestígios geológicos deixados por sismos antigos, os cientistas já tinham descoberto que este sistema de falhas tinha produzido grandes sismos no passado. Contudo, em vez de um único sismo de grande magnitude, a instabilidade associada à ascensão do magma gerou numerosos sismos de pequena magnitude, concentrados ao longo da falha.A equipa interpretou que a falha terá ajudado a orientar a ascensão do magma e poderá também ter permitido a fuga lateral de gases e fluidos, reduzindo a pressão no sistema magmático e contribuindo para travar a sua progressão.“A falha funcionou simultaneamente como uma autoestrada e uma fuga”, afirmou Pablo J. González, coautor do estudo, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IPNA-CSIC), em Tenerife. “Ajudou o magma a subir, mas também terá contribuído para evitar uma erupção.”Os resultados mostram que grandes intrusões magmáticas podem ocorrer rapidamente e quase sem aviso prévio, e que as grandes falhas geológicas podem influenciar fortemente se o magma entra em erupção ou fica retido em profundidade — informações essenciais para melhorar a avaliação do risco vulcânico.“Este estudo apoiou as autoridades locais na avaliação de um potencial risco vulcânico, sublinhando o valor da combinação de dados geofísicos terrestres e marinhos para uma deteção e localização mais precisas de sismos e deformação do solo”, afirmou Ricardo Ramalho, coautor da Cardiff University.“Garantir financiamento urgente do NERC para aceder a equipamento da sua Geophysical Equipment Facility (GEF), juntamente com apoio adicional de Portugal, foi um enorme esforço coletivo e um exemplo claro de cooperação transnacional entre instituições académicas e civis em Portugal, no Reino Unido e em Espanha”, afirmou Ana Ferreira, coautora da UCL.Contribuição do Instituto Dom Luiz (IDL)O IDL deu uma contribuição fundamental para este estudo, tanto ao nível da recolha dos dados como também na sua análise. Em particular, o IDL instalou rapidamente uma rede de cerca de 20 sismómetros e 5 receptores geodésicos GNSS na ilha de São Jorge, recorrendo a um conjunto de equipamentos partilhado entre a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) (sismómetros) e a Universidade da Beira Interior (UBI) (receptores GNSS). Estas instalações rápidas complementaram as redes permanentes existentes, proporcionando uma cobertura crítica das fases iniciais da crise e contribuindo para a sua caracterização de elevada resolução.Este trabalho foi financiado por projetos de investigação de:Natural Environment Research Council (NERC; Reino Unido)European Research Council (ERC)Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT; Portugal)Agencia Estatal de Investigación (Espanha)Governo Regional dos Açores, com apoio no trabalho de campo para a instalação offshore fornecido pela Marinha Portuguesa.O equipamento geofísico foi disponibilizado pela Geophysical Equipment Facility (GEF) do NERC (Seis-UK para sismómetros e OBIC para sismómetros de fundo oceânico), e pelo Instituto Dom Luiz através dos seus pólos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e na Universidade da Beira Interior (UBI).As seguintes instituições estiveram envolvidas no trabalho: University College London (UCL; Reino Unido), Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IPNA-CSIC; Espanha), Cardiff University (Reino Unido), University of Manchester (Reino Unido), Universidade de Lisboa (Portugal), Instituto Politécnico de Lisboa (Portugal), Universidade de Évora (Portugal), Universidade da Beira Interior (Portugal), Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA; Portugal), Universidade do Algarve (Portugal), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA; Portugal), AIR Centre (Portugal), C4G (Portugal).Fotografias: Ricardo Ramalho